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20 de setembro de 2009
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Notebooks

Entrevista: entenda os testes com os laptops de 100 dólares

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!

Publicada em 03 de maio de 2007 às 07h00

São Paulo - Pedagoga responsável pelos primeiros testes com o XO, Léa Fagundes detalha uso do portátil dentro de colégio gaúcho.

selo_pequeno_entrada_01Responsável por coordenar os primeiros testes com os laptops educacionais XO, do projeto Um Laptop por Criança (OLPC, da sigla em inglês), no Brasil, a gaúcha Léa Fagundes é formada em psicologia.

Coordenadora do Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC), ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela não esconde o otimismo em oferecer equipamentos sofisticados para alunos de baixo poder aquisitivo.

Leia mais neste especial:
> Fotos: a nova sala de aula
> Laptop 100 dólares: teste na prática
> XO x ClassMate x Mobilis
> Tecnologia acaba com giz e lousa
> Os problemas das escolas públicas
> Como lidar com a cópia na web
> A nova função do professor
> E-learning: a opinião de quem experimentou
> Governo promete informatizar escolas

pedagoga_88Na entrevista, Fagundes (foto) também explica como foram os testes do laptop educacional em colégio gaúcho. Leia:

Quais as mudanças que a adoção em massa de tecnologia, como propõem idealizadores de laptops educacionais, provocará na educação?
Léa Fagundes: Análises feitas a partir de dados do MEC indicam que turmas que tiveram PCs na sala de aula não têm uma mudança significativa de aprendizado em comparação às que não tiveram.

A tecnologia permite estudarmos a comunicação do adolescente em detalhes por que fica tudo impresso em ambiente digital. Assim como estudar, programar é levantar dúvidas, equacionar com clareza, partir de hipóteses e tentar provar se elas fazem sentido.

Como é o dia-a-dia das crianças com os laptops educacionais?

Não podemos deixar crianças sozinhas com laptops, porque o professor não sabe manejar a máquina sozinho e, enquanto ele aprende, alunos podem ir para sites pornográficos, acessar joguinhos ou copiar e colar conteúdo livremente.

É necessário um acompanhamento técnico. Por isto, temos docentes, que são alunos de diversas áreas (matemática, psicologia, tecnologia) da UFRGS, que acompanham a interação de crianças com laptops.

As crianças também podem levar os portáteis para os intervalos para continuar mexendo nas atividades. Aliás, com a introdução do XO, ocorreu algo que nunca tinha visto em escolas: mesmo dispensadas da aula, as crianças preferiram ficar no colégio para mexer com o XO a ir para casa.


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