Entrevista: entenda os testes com os laptops de 100 dólares
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 03 de maio de 2007 às 07h00
São Paulo - Pedagoga responsável pelos primeiros testes com o XO, Léa Fagundes detalha uso do portátil dentro de colégio gaúcho.
Responsável por coordenar os primeiros testes com os laptops educacionais XO, do projeto Um Laptop por Criança (OLPC, da sigla em inglês), no Brasil, a gaúcha Léa Fagundes é formada em psicologia.
Coordenadora do Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC), ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela não esconde o otimismo em oferecer equipamentos sofisticados para alunos de baixo poder aquisitivo.
Leia mais neste especial:
> Fotos: a nova sala de aula
> Laptop 100 dólares: teste na prática
> XO x ClassMate x Mobilis
> Tecnologia acaba com giz e lousa
> Os problemas das escolas públicas
> Como lidar com a cópia na web
> A nova função do professor
> E-learning: a opinião de quem experimentou
> Governo promete informatizar escolas
Na entrevista, Fagundes (foto) também explica como foram os testes do laptop educacional em colégio gaúcho. Leia:
Quais as mudanças que a adoção em massa de tecnologia, como propõem idealizadores de laptops educacionais, provocará na educação?
Léa Fagundes: Análises feitas a partir de dados do MEC indicam que turmas que tiveram PCs na sala de aula não têm uma mudança significativa de aprendizado em comparação às que não tiveram.
A tecnologia permite estudarmos a comunicação do adolescente em detalhes por que fica tudo impresso em ambiente digital. Assim como estudar, programar é levantar dúvidas, equacionar com clareza, partir de hipóteses e tentar provar se elas fazem sentido.
Como é o dia-a-dia das crianças com os laptops educacionais?
Não podemos deixar crianças sozinhas com laptops, porque o professor não sabe manejar a máquina sozinho e, enquanto ele aprende, alunos podem ir para sites pornográficos, acessar joguinhos ou copiar e colar conteúdo livremente.
É necessário um acompanhamento técnico. Por isto, temos docentes, que são alunos de diversas áreas (matemática, psicologia, tecnologia) da UFRGS, que acompanham a interação de crianças com laptops.
As crianças também podem levar os portáteis para os intervalos para continuar mexendo nas atividades. Aliás, com a introdução do XO, ocorreu algo que nunca tinha visto em escolas: mesmo dispensadas da aula, as crianças preferiram ficar no colégio para mexer com o XO a ir para casa.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- NETVIBES
- DIGG
IDG NOW! BUSCA:
Links patrocinados
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO IDG NOW!:
- 5 razões para ficar com o Windows XP
- Vendas do Snow Leopard superam em duas vezes a de seu antecessor
- Número de celulares habilitados no Brasil cresce 1,62% em agosto
- Camisetas para nerds são o suprassumo da moda geek
- Uma a cada cinco empresas nos EUA usa o Google Docs, diz IDC
- Presença de celulares em domicílios no Brasil cresce quase 5 vezes desde 2001
Os piores games da história
De Pac-Man sem pizzas a um maligno jogador de basquete esmagador de coisas. Confira.
Chrome OS: 7 questões
Entenda os impactos do novo sistema operacional do Google para o mercado e o consumidor.

Você já pode ler as últimas notícias do IDG Now!, em qualquer lugar e qualquer momento, usando seu celular para entrar no IDG Now! WAP.
Links patrocinados





