Vernor Vinge: máquinas vão ultrapassar inteligência humana depois de 2020
Por Peter Moon especial para o IDG Now!
Publicada em 27 de abril de 2007 às 12h44
Atualizada em 05 de dezembro de 2007 às 17h36
São Paulo - Vernor Vinge, profeta da inteligência artificial, alerta para os riscos e as oportunidades que a consciência eletrônica oferece à humanidade.
Com a interligação de todos os PCs, servidores e celulares do planeta via internet, a capacidade dos processadores não pára de acelerar. Parece um complô muito bem orquestrado, onde computadores quânticos, nanotecnologia e biotecnologia colaboram para o advento da Superinteligência.
Professor aposentado da Universidade da Califórnia em San Diego e autor de romances de ficção-científica, Vernor aposta que as máquinas ultrapassarão o homem em algum momento depois de 2020. Veja por que nesta entrevista:
Saiba mais:
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Faz dez anos que o supercomputador Deep Blue venceu o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov. Aquele foi o primeiro vislumbre de uma nova forma de inteligência?
Vernon – Creio que Deep Blue tinha uma programação inovadora, mas o sucesso previsível aconteceu principalmente em função da tendência existente de melhoramento na performance do hardware dos computadores. O resultado foi uma performance melhor que a humana em um problema único de uma área limitada. No futuro, veremos melhoramentos no software e hardware que levarão este sucesso a outros domínios intelectuais.
Em 1993, você proferiu na Nasa a sua profética palestra sobre a proximidade da Singularidade Tecnológica. Poderia explicar o conceito da singularidade?
Parece plausível supor que com a tecnologia nós poderemos, num futuro relativamente próximo, criar (ou nos tornar) criaturas que ultrapassem os humanos em todas as dimensões intelectuais e criativas. Quaisquer eventos que acontecerem além deste evento - o surgimento da inteligência artificial ou singularidade tecnológica – são inimagináveis para nós assim como uma ópera o é para uma lesma de jardim.
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