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01 de julho de 2009
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Quais as soluções possíveis para o problema do lixo eletrônico

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

Publicada em 26 de abril de 2007 às 07h00
Atualizada em 26 de abril de 2007 às 13h22

São Paulo - De uma legislação sobre pós-uso e descarte de resíduos sólidos até mais consciência sobre consumo. Confira as alternativas.

As pressões de organizações ambientais e de grupos de defesa do consumidor vêm surtindo efeitos positivos na eliminação dos componentes tóxicos dos eletrônicos e na responsabilização dos fabricantes pela destinação do lixo eletrônico.

O Greenpeace, por exemplo, elabora uma lista periódica apontando a posição dos fabricantes no ranking verde. Na última edição, de março de 2007, a Apple foi eleita a empresa menos ecológica, enquanto a Lenovo obteve o melhor desempenho entre os fornecedores.

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Embora não tenha efeitos punitivos para as empresas elencadas, o ranking aponta para os progressos dos fabricantes na eliminação de substâncias tóxicas e na elaboração de políticas de coleta e reciclagem, criando uma espécie de guia para o consumidor interessado em escolher fornecedores mais responsáveis.

Para o gerente das operações brasileiras da TCG Recycling, Matt Chmielewski, empresa especializada no ramo de lixo eletrônico, essas melhorias devem rebater no Brasil. “Os fabricantes multinacionais são obrigados a respeitar certas leis nos seus países de origem e acabam adotando as mesmas políticas para as demais geografias”.

Mas a aprovação de uma Lei Nacional de Resíduos Sólidos - que tramita na Câmara dos Deputados - ainda é fundamental para garantir a responsabilização dos fabricantes pela destinação dos resíduos eletrônicos. Redes de coleta específica para estes materiais também são fundamentais para evitar que eles acabem no lixo comum.
Para a consultora em minimização de resíduos e educação ambiental, Patricia Blauth, a redução do lixo eletrônico tem que passar também por uma revisão no comportamento de consumo. “Muitas vezes produtos em perfeito estado são descartados”, diz.

A especialista observa que os próprios produtos são feitos para durar cada vez menos e que o consumidor não se opõe a essa idéia. “É o máximo da obsolescência programada”, critica. “Com o avanço da tecnologia, as pessoas não usam um aparelho até que ele se desgaste”, concorda Valter Capello Jr., secretário geral da Associação Brasileira de Empresas Públicas e Resíduos Especiais (Abrelpe).


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