Polícia alemã faz varredura em busca de quebra de patente na Cebit
Por Martyn Williams, para o IDG Now!*
Publicada em 16 de março de 2007 às 11h26
Atualizada em 16 de março de 2007 às 12h08
Hanover - Órgão de proteção a patentes do formato de áudio MPEG conta com a ajuda de autoridades para vigiar a feira de tecnologia.
Policiais e fiscais confiscaram produtos do estande de pelo menos um expositor na feira de tecnologia Cebit, na Alemanha, na quarta-feira (14/03), por suspeita de que os aparelhos infringiam patentes do formato de áudio MPEG, disse uma agência de licenciamento de patentes.
“É a segunda vez que estamos na Cebit e no ano passado já tivemos algumas ações envolvendo produtos que infringem [patentes]”, disse Thomas Hartmann, gerente sênior da Societa Italiana per lo Sviluppo dell’Eletronica (Sisvel), em entrevista ao IDG News Service. A companhia analisa a lista de expositores da Cebit e outras feiras antes da abertura para identificar empresas que podem ter produtos que infrinjam patentes de áudio em MPEG, disse ele.
“Então, normalmente, no dia anterior à feira, andamos pelos corredores, observamos que produtos são exibidos e, na manhã do primeiro dia do evento, fazemos a mesma coisa, de forma que se houver produtos obviamente sem licença, provavelmente teremos de dar queixa criminal”, disse Hartmann.
A companhia licencia um portifólio de patentes usadas nos formatos de áudio MPEG1 ou MPEG2, o que inclui tocadores de MP3, set-top boxes com protocolo de MPEG2, receptores digitais de sinais de satélite e placas de som de PDAs e computadores.
A Sisvel se recusou a dar os nomes das companhias suspeitas de infração. No entanto, a Mele Digital Technology está no alvo, segundo uma fonte.
O estande da companhia, que fica próximo ao da Sisvel, estava vazio na quinta-feira (15/03) e um porta-voz da empresa, que não quis se identificar, se recusou a responder perguntas sobre o motivo de não haver nenhum produto à mostra.
“Acho que você sabe”, disse ele.
As incursões podem não ter chegado ao fim e outros expositores podem ser visitados por autoridades, disse Hartmann, da Sisvel.
“Não posso dizer quantas ou quais companhias, mas certamente tenho uma lista de alvos e sei que a lista ainda não está completa, o que significa que poder ter algo por acontecer em breve”, disse ele.
Não é a primeira vez que as empresas estão na mira de tais incursões na Alemanha. Na feira IFA, no ano passado, em Berlim, a Sandisk teve players de MP3 confiscados por fiscais por conta de uma reclamação da Sisvel.
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