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20 de novembro de 2008

Inteligência Artificial permite bate-papo com robôs virtuais

Por Nando Rodrigues, editor assistente da PC World
Publicada em 13 de março de 2007 às 20h32
Atualizada em 13 de março de 2007 às 20h50

São Paulo - Denominados chatbots, estes programas interagem com o internauta, aprendem com ele e podem resultar em 'diálogos' inusitados

Não é de hoje que cientistas procuram construir computadores capazes de reproduzir o comportamento do homem, pelo menos no que diz respeito à sua interação com os seres humanos. Muita coisa já foi feita nesse sentido, mas o caminho promete ser longo.

As iniciativas que estão mais próximas dos usuários são aquelas denominadas chatbots (também chamadas chatterbots, talk bots ou chatterboxes). A expressão, segundo a Wikipédia, foi criada na década de 1994, por Michael Mauldin, durante a XII Conferência Nacional sobre Inteligência Artificial (ICCC), realizada em Washington, nos Estados Unidos.

Evolução
Os chatbots não são uma iniciativa recente. O projeto ELIZA, por exemplo, data dos anos 1960. Segundo consta, o programa seria uma paródia de um método terapêutico que fazia sucesso na época: o terapeuta devolvia, em forma de pergunta, o que havia escutado do paciente. Outro projeto, também de origem ‘médica’, era o PARRY (década de 1970), que utilizava um padrão esquizofrênico para conduzir a conversa. Os dois programas mantiveram diversos ‘diálogos’ entre si; o mais famoso deles durante a ICCC de 1972.

Os projetos mais atuais mantêm a comunicação a partir da interpretação inteligente do que as pessoas escrevem. O programa detecta palavras, expressões-chave ou ainda uma combinação de expressões existentes na frase e busca uma resposta a partir de um banco de dados pré-definido. Ainda que o computador não compreenda o que foi dito, ele é capaz de fornecer uma resposta que proporciona uma espécie de diálogo.

Selecionamos alguns exemplos interessantes dessa técnica e que valem um visita:

A A.L.I.C.E. - Artificial Linguistic Internet Computer Entity: foi concebida utilizando o conceito de código aberto (Free Software Foundation) e seu foi escrito com base no AIML (Artificial Intelligence Markup Language). O projeto ganhou o Loebner Prize de 2004, concedido às melhores iniciativas em inteligência artificial. Não é difícil passar vários minutos ‘conversando’ com esta simpática morena de olhos azuis cujo olhar segue o movimento do mouse. E que consegue manter o bom humor, sem perder a linha, mesmo se submetida a contadas virtuais.

DAVE E.S.L.bot – Dynamic Advanced Version Equipment: espécie de professor, este chatbot é pago (9,99 dólares – pagamento único, válido por 30 dias de acesso) e possui um banco de dados de dezenas de milhares de palavras e se expressa em um inglês perfeito. ‘Conversar’ com ele vai ajudar a treinar sua fluência escrita e capacidade de entender o idioma.


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