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17 de abril de 2008

Governo propõe alterações na configuração do Computador para Todos

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
Publicada em 31 de janeiro de 2007 às 11h45
Atualizada em 01 de fevereiro de 2007 às 15h33

São Paulo - Inclusão de monitores de LCD e eliminação do drive de disquete são algumas das medidas propostas para o programa.

O governo federal acatou algumas sugestões de fabricantes de computadores e propôs alterações na configuração dos equipamentos do programa de inclusão digital Computador para Todos.

Entre elas está a inclusão de monitores de cristal líquido (LCD) de 14 polegadas, que poderão ser ofertados em alternativa aos modelos tradicionais. Segundo José Luiz Aquino, assessor da Presidência da República, os fabricantes acreditam que até a metade do ano os preços desses monitores deverão cair, e com isso, poderão ser incluídos no pacote com limite de preço previsto até 1.400 reais.

“Essa será mais uma opção aos fabricantes. Quem quiser oferecer LCD poderá a partir de agora, mas os monitores tradicionais também poderão ser ofertados”, comenta.

A unidade de disquetes também não será obrigatória nos novos equipamentos, que deverão manter a unidade de leitura e gravação de CDs. A memória mínima obrigatória, estipulada até então em 128 Megabytes (MB), passa para 256 MB. Tal limite, no entano, ainda pode ser expansível para 1 GB. As configurações de software deverão permanecer as mesmas – com sistema operacional e mais 26 aplicativos em código aberto.

As mudanças serão feitas por meio de uma portaria que o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) deverá publicar até o final do mês de fevereiro, segundo Aquino.

Mais controle

A partir deste ano, os fabricantes credenciados no Computador para Todos deverão submeter ao governo federal um relatório com o balanço de computadores produzidos mensalmente. A intenção é ter números oficiais sobre as máquinas comercializadas por meio do programa de inclusão digital.

Aquino estima que, no ano passado, foram vendidos no mínimo 800 mil PCs populares, dado baseado no número de licenças de software livre distribuídos pelos fornecedores. A expectativa é que o volume supere 1 milhão de máquinas.

Até o fim do primeiro semestre o governo pretende também divulgar as regras para a inclusão de notebooks no programa. O objetivo é oferecer máquinas portáteis com software livre por até 1.800 reais, conforme divulgado anteriormente.


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