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20 de novembro de 2008

Alemanha propõe regras rígidas para banir games violentos na UE

Por Paul Meller, para o IDG Now!*
Publicada em 17 de janeiro de 2007 às 11h48
Atualizada em 01 de fevereiro de 2007 às 15h34

Bruxelas - Na presidência da União Européia, Alemanha propõe leis comuns ao grupo que proíbam videogames que exibam violência contra humanos.

Videogames violentos podem se tornar ilegais na União Européia, seguindo uma possível aliança entre ministros da justiça nesta semana.

A Alemanha, que detém a presidência rotatória de seis meses da União desde o começo de janeiro, está liderando uma iniciativa, mas a Comissão Européia também está sendo pressionada para controlar a violência em games.

"Um certo grau de ligação entre a violência na geração mais nova e o aumento da difusão de games violentos existe", afirma Franco Frattini, comissionário de Justiça da Europa, durante um encontro de ministros na Alemanha, nesta terça-feira (17/01).

A Comissão também quer harmonizar as regras nacionais em 27 países da União. "A proteção de crianças não pode ter fronteiras", afirmou Frattini. A Comissão quer que novas leis possam banir os games mais violentos, junto a regras para idade mínima de uso.

O governo alemão disse que conduzirá um estudo com todas as regras regionais nacionais sobre games, com intenção de regularizar os nomes. Sua iniciativa torna mais fácil o ator de banir os títulos.

A violência em games se tornou uma questão política séria na Alemanha no final do último ano, quando Sebastian Bosse, de 18 anos, feriu 37 pessoas com uma arma de fogo em Emsdetteb, antes de se matar.

A polícia disse que Bosse passou muitas das horas anteriores ao crime jogando "Counter Strike".

O governo alemão propôs uma lei nacional banindo games que exibam violência contra personagens humanos.

Além de "Counter Strike", a lei alemã pode ainda proibir populares games baseados em franquias cinematográficas como a "Star Trek", "The Lord of the Rings", "The Battle for Middle-earth II" e "Scarface: The World Is Yours."

Mesmo que a Federação de Software Interativo da Europa se opôs a qualquer tipo de lei no passado, o grupo disse recentemente que apóia os esforços de Frattini para proteger crianças, argumentando que o sistema de idade similar ao da indústria de cinema é a melhor maneira de se evoluir.

*Paul Meller é editor do IDG News Service, em Luxemburgo.

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