Panasonic vai fabricar baterias de íons de lítio que não superaquecem
Tóquio - Fabricante japonesa promete solucionar problemas de superaquecimento e combustão em baterias de notebooks e celulares.
A japonesa Matsushita Electric Industrial Co. Ltd. (Panasonic) anunciou o desenvolvimento de uma baterias de íons de lítio que não apresenta superaquecimento mesmo em casos de curto-circuito.
A nova bateria inclui um sistema de isolamento de resistência ao calor dentro de sua célula e próximo a um separador já existente que isola o ânodo (pólo elétrico positivo) do catódio (pólo elétrico negativo).
Se o separador é perfurado ocorre um curto-circuito que costuma provocar o superaquecimento e, em algumas circunstâncias, a combustão. A Panasonic informou que a camada de isolamento assegura que a bateria não sofrerá o superaquecimento mesmo na ocorrência de curto-circuito.
O anúncio feito pela Panasonic nesta segunda-feira (18/12) procura amenizar a preocupação dos consumidores com a segurança das baterias de íons de lítio após uma série de incidentes relacionados a elas.
No início deste ano, grandes fabricantes de laptops anunciaram sucessivos recalls e programas de troca de baterias contendo células de íons de lítio fabricadas pela Sony Corp. após uma série de incidentes de superaquecimento e combustão dos produtos.
A Sony informou que o problema estava relacionado a partículas metálicas inseridas na bateria durante o processo de fabricação, que perfuraram a camada de separação causando curto-circuito. O programa de reposição cobriu 9,6 milhões de baterias e custou à Sony 432 bilhões de dólares.
No dia 7 de dezembro, a operadora japonesa de telefonia móvel, NTT DoCoMo Inc., e a fabricante de celulares Mitsubishi Electric Corp. anunciaram um recall de 1,3 milhão de baterias de celular fabricadas pela Sanyo Electric Co. Ltd., alegando risco de superaquecimento e combustão.
As novas baterias da Panasonic são fabricadas por outra companhia do grupo japonês, a Matsushita Battery Industrial Co. Ltd., e já estão prontas para a produção em massa, informou Akira Kadota, porta-voz da Panasonic em Tóquio.
As baterias não estarão disponíveis diretamente para os consumidores, mas serão vendidas em conjunto com eletroeletrôncios de outras empresas. Por esse motivo, os preços sugeridos não foram revelados. Segundo Kadota, elas podem ser mais caras do que as baterias atuais, mas devem ser barateadas com a entrada de pedidos maiores.
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