Primeiras impressões: laptop de US$ 100 oferece nova experiência para alunos
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 27 de novembro de 2006 às 14h56
Atualizada em 28 de novembro de 2006 às 17h19
São Paulo - O IDG Now! testou o notebook educacional XO, guiado pelo criador da idéia, o pesquisador Nicholas Negroponte. Confira a análise.
Em novembro de 2005, o pesquisador Nicholas Negroponte, então presidente do Media Lab do MIT, anunciou com o secretário-geral da ONU Kofi Anna a idéia de produzir notebooks de baixo custo para distribuir a crianças de países em desenvolvimento.
A idéia por si já era motivo de polêmica (afinal, como oferecer notebooks a países sem segurança e com sistemas educacionais notadamente falhos?), mas ficou em segundo plano quando Negroponte afirmou que cada laptop custaria 100 dólares.
>Confira também teste com o Classmate PC, da Intel
Em pouco mais de um ano, a improvável idéia de Negroponte se tornou realidade sob uma constante saraivada de críticas e descrenças.
No mesmo dia em que deu ao presidente Lula o primeiro XO fabricado pela taiwanesa Quanta, Negroponte, agora presidente da organização "Um Laptop por Criança" (OLPC, da inglês), a reportagem do IDG Now! conseguiu usar, pela primeira vez, o XO, nome preliminar do laptop de 100 dólares.
Visualmente, o XO confirma as ironias de que o aparelho seria um notebook de brinquedo, tal qual modelos da Barbie oferecidos pela Oregon Scientifics, pelas chamativas cores (branco e verde) e por ser bastante pequeno.
O XO é bastante leve - um quilo e meio reportado no site da OLPC chega a parecer exagero -, o que facilita seu transporte por crianças, principalmente por meio de sua alça plástica.
Brinquedo ou não, o notebook funciona muito bem para algo dito tão limitado pelo próprio Negroponte.
Como era de se esperar, o teclado é apertado e mal comporta os dedos de adultos. O acessório apresenta as modificações já reveladas pela OLPC, como a retirada da tecla Caps Lock e inclusão de caracteres regionais, como o “Ç”, por exemplo.
Logo abaixo, o touch pad, onde o ponteiro do mouse é controlado, é o triplo dos notebooks convencionais - “para facilitar o manuseio da criança”, explica, sem detalhes, Negroponte.
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