Venda de computadores no Brasil aumentará 47% em 2006, prevê IT Data
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 24 de novembro de 2006 às 07h05
Atualizada em 24 de novembro de 2006 às 10h09
São Paulo - Empresa estima que mercado brasileiro venderá 8,9 milhões de PCs durante 2006, puxado pelo aumento de 107% nas vendas de notebooks.
O mercado brasileiro de computadores deverá fechar o ano com vendas de 8,9 milhões de máquinas, aumento de 47% em relação a 2005, segundo projeção da IT Data.
Ivair Rodrigues, diretor de estudos de mercado da IT Data, chama atenção para a participação cada vez maior dos computadores portáteis na cifra final, que contempla micros domésticos, corporativos e portáteis.
Segundo Rodrigues, o aumento na compra de notebooks foi o principal responsável pelo aumento, junto à queda de preço nos desktops pelos programas de incentivo do governo.
A venda de portáteis em 2006 mais que dobrou, de acordo com os dados da IT Data. Das 313 mil unidades vendidas em 2005, o número saltou para 650 mil neste ano, aumento de 107%.
Com isto, Rodrigue já antevê que consumidores poderão encontrar no varejo notebooks abaixo de 2 mil reais, "quebrando uma importante barreira psicológica" para os usuários, diz ele.
Combate ao mercado cinza
Para o executivo, o aumento de 47% nas vendas de computadores reflete o maior acesso que as classes C e D estão tendo graças ao programa Computador para Todos, que obrigou que o mercado cinza se concentrasse em faixas de preços maiores onde o varejo não pudesse apresentar concorrência.
Segundo ele, a queda de preços forçou o mercado cinza a oferecer máquinas mais sofisticadas, com desktops que custam 2,2 mil reais. "Nesta faixa, o fabricante oficial não consegue concorrer, já que a diferença é grande".
A solução apresentada pela IT Data, junto à Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), é aumentar a faixa de preços suportada pela Lei do Bem, projeto responsável pela isenção de impostos de desktops que custam até 2,5 mil reais e notebooks que custam até 3 mil reais.
O aumento teria efeito mais representativo ainda na categoria de notebooks para Rodrigues, já que 95% dos portáteis comercializados no Brasil custam até 4 mil reais, preço sugerido pela Abinee para entrar no projeto Computador para Todos.
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