Computador para Todos: 73% dos usuários trocam Linux por Windows
Por Daniela Braun, editora do IDG Now!
Publicada em 21 de novembro de 2006 às 12h16
Atualizada em 11 de março de 2008 às 11h34
São Paulo - Pesquisa divulgada pela Abes revela que 47% das trocas foram feitas gratuitamente, levantando suspeitas de pirataria.
De acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira (21/11) pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), 73% dos usuários do Computador Para Todos desinstalaram o sistema operacional de código aberto Linux, pré-instalado nos computadores do programa do governo federal, substituindo-o por outro, de código proprietário, o Windows.
O levantamento feito pelo instituto de pesquisa Ipsos, baseado em 502 entrevistas telefônicas, ainda mostra que 47% dos consumidores realizaram a substituição do sistema operacional sem nenhuma forma de pagamento, um forte indício de pirataria. Segundo os entrevistados, a mudança ocorreu, em média, 31 dias após a compra do equipamento.
Dentre os 73% dos usuários que desinstalaram o sistema operacional, 64% afirmaram que a troca foi realizada gratuitamente - por intermédio de amigos, parentes ou técnicos – enquanto 36% confirmaram um pagamento adicional médio de 137 reais, pela compra e instalação do novo sistema operacional, uma forte evidência de utilização de cópias ilegais.
"Queremos contribuir com informações ao governo e sugerir que o financiamento dos desktops do programa Computador para Todos não se restrinja a máquinas com software livre", declarou Jorge Sukarie, presidente da Abes. "Não somos contra a ampliação do uso de softwares de código aberto pelos brasileiros, mas o sistema atual é uma maneira de privar a opção do usuário", critica.
Segundo o diretor do Serpro, Sérgio Rosa, o governo federal não descarta o diálogo com a Abes, mas mantém firme a posição de que o Computador para Todos deve contemplar somente sistemas de código-fonte aberto. "Para o consumidor é importante que o Computador para Todos seja configurado em código aberto, permitindo que o fornecedor corrija o problema com mais agilidade", observa Rosa.
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Avaliando a pesquisa, o diretor do Serpro ressalta que os dados estão abaixo do índice de pirataria de software no País (64%) segundo a pesquisa mais recente da Abes.
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