Microsoft revela planos para restringir uso de Office 2007 pirateado
Por Elizabeth Montalbano, para o IDG Now!*
Publicada em 21 de novembro de 2006 às 16h47
Atualizada em 21 de novembro de 2006 às 16h54
Filadélfia - Nova versão do pacote corporativo contará com Office Genuine Advantage, nos moldes do polêmico programa WGA destinado ao Windows.
A Microsoft não tem planos de adicionar a controversa função antipirataria do Windows Vista ao pacote Office 2007, mas está considerando sua inclusão como um add-on, disse a companhia nesta terça-feira (21/11).
Em uma mensagem enviada por sua empresa de relações públicas, a Microsoft diz, mesmo sem ter integrado seu Software Protection Platform (SPP) no Office 2007, estar considerando acrescentar ao pacote de produtividade o programa Office Genuine Advantage (OGA), sistema de validação que checa se a cópia do usuário é legítima ou não.
A função SPP do Windows Vista pede que usuários ativem o software com uma senha válida dentro de 30 dias após a compra do sistema.
Caso isto não aconteça, o software terá funcionalidades reduzidas, que permitem que usuários naveguem na internet por apenas uma hora antes do Windows ser desligado. Para usar mais a internet, o usuário deverá se autenticar novamente, mas terá apenas outra hora antes que o processo se repita.
O Office 2007 não tem uma função para ativação de produto que funciona de maneira similar ao SPP, mas não se baseia em validar a legitimidade do software, disse a Microsoft. O Office tinha uma função de ativação desde a versão Office 2000 SR1.
A ativação do software exige que o sistema seja ativado com uma senha após ser utilizado por 25 vezes. Caso não seja, a aplicação entrará no modo de funcionalidade reduzida.
A Microsoft fará validações obrigatórias para o Office 2007 para usuários do Office Update por seu programa OGA. Escalado para começar em janeiro, usuários do Office Update terão que validar seu software Office antes de ativarem o serviço.
O OGA é um programa irmão ao Windows Genuine Advantage (WGA), lançado em julho de 2005 na forma de validações automáticas que verificam a versão do Windows para assegurar que não se trata de uma cópia pirata. O programa evoluiu como parte do SPP dentro do Vista.
Os sistemas antipirataria da Microsoft se mostram polêmicos desde o começo, enfrentando resistência entre os usuários. O WGA fez especial barulho no começo quando bugs na checagem apontavam como piratas softwares comprados legitimamente.
A Microsoft também foi pressionada para desabilitar uma função de notificação no WGA que enviava informações dos usuários de Windows para a companhia, após acusações de prática de spyware.
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