Sony tem prejuízo com o console do PS3
Paris - Preço sugerido do console no varejo é de US$ 499, o que dá à Sony um prejuízo de US$ 306,85 por aparelho.
A Sony Corp. acumula prejuízo a cada console de PlayStation 3 que vende. Mas os compradores têm o benefício de uma performance de "supercomputador" por um preço barato, mostra a pesquisa da iSuppli Corp., que desmontou o aparelho para analisá-lo.
Fabricantes de consoles normalmente vendem o aparelho abaixo do preço de custo porque visam lucrar com os jogos de videogame. A Sony, entretanto, terá um prejuízo maior do que o esperado.
A soma dos custos das peças e da mão-de-obra chega a 805,85 dólares para cada aparelho com disco rígido de 20 Gigabytes (GB), sem contar os gastos com controle, cabos e embalagem.
O preço sugerido no varejo é de 499 dólares, o que daria a Sony um prejuízo de 306,85 dólares por console. O modelo de 60 GB gera uma despesa menor, com o custo 241,35 dólares acima do preço da etiqueta.
A versão HDD do adversário, o Xbox 360, da Microsoft, sai por 323,30 dólares e o preço no varejo é de 399 dólares.
"É comum fabricantes de consoles perderem dinheiro e depois terem lucro com a venda de jogos. Mesmo assim, o prejuízo da Sony por unidade é sem precedentes", afirmou a iSuppli.
O poder de processamento do PS3 é a causa principal do alto custo. Só o processador de múltiplos núcleos, o Cell, que foi desenhado pela Sony, pela Toshiba e pela IBM e é a ferramenta central do aparelho, é responsável por 10% do custo de cada console.
A pesquisa também ressaltou o uso de dois chips gráficos, da Nvidia Corp. e da Toshiba, e o uso de quatro chips de memória DRAM de 512 MB, da Samsung Eletronics. A placa-mãe da Sony deve custar 500 dólares no total, enquanto a do Xbox 360 sai por 360 dólares.
Os clientes têm muito o que comemorar, pois são eles quem compram o poderoso computador por uma barganha. A iSuppli chamou o PlayStation 3 de "obra-prima da engenharia", com uma placa-mãe que parece mais um servidor de empresa ou um botão de rede do que um videogame.
O console fornece "maior capacidade de processamento do que qualquer outro eletrônico já feito para o público consumidor", segundo a iSuppli.
Os custos não são a única preocupação da Sony. Devido à falta de algumas peças, ela não produzirá tantos consoles quanto havia planejado. Como resultado, o videogame que está sendo vendido no Japão e nos Estados Unidos provavelmente não chegará às lojas da Europa, da Austrália e de outras regiões antes de março do ano que vem.
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