Análise: Zune e iPod enfrentam mercado de players genéricos no Brasil
Por Guilherme Felitti", repórter do IDG Now!*
Publicada em 14 de novembro de 2006 às 10h44
Atualizada em 14 de novembro de 2006 às 12h03
São Paulo - Sem previsão para chegar ao Brasil, novo player da Microsoft se afasta do padrão do mercado nacional, tomado por aparelhos genéricos.
Como em setores semelhantes da informática, o Zune vive situação menos glamorosa no Brasil que em mercados estrangeiros.
Inicialmente, o player ainda não tem preço sugerido nem previsão de lançamento estimados pela Microsoft para chegar às prateleiras nacionais.
Assim como no mercado internacional, a expectativa é que o Zune roube participação do iPod entre usuários brasileiros, com adaptações específicas a características do setor nacional.
Por mais que seja difícil de mesurar o mercado brasileiro, é consenso entre os especialistas ouvidos pelo IDG Now! que a maior parte do mercado brasileiro não pertence à Apple.
“Duvido que o iPod tenha o monopólio no Brasil, já que é mais um item de luxo no país, por ser caro e de difícil distribuição”, analisa Jan Fjeld, gerente geral de UOL Megastore.
>iPod completa cinco anos. Veja galeria.
“O mercado brasileiro é feito com players dos mais simples. Existem vários tipos, desde um (da linha Walkman da) Sony até aqueles que a gente chama de genérico”, analisa Fjeld.
Em outras palavras, a compra de MP3 players no Brasil, assim como outros equipamentos eletrônicos, é pautada pelo preço que o usuário está disposto a pagar.
O executivo da MegaStore é ainda mais incisivo quanto à escolha do brasileiro por equipamentos mais baratos, afirmando não saber “se o Zune conseguiria acabar com os pequenos”.
>Veja a trajetória dos tocadores de música
“Precisa ver se tem uma distribuição facilitada para o Brasil inteiro. Para o Zune ser popular, tem que estar numa loja de eletrônicos na esquina” compara.
Mesmo que a Microsoft conte com uma cadeia de importação e distribuição maior que a Apple, o que facilita preços mais baixos, o Zune custará, nos Estados Unidos, os mesmo 249 dólares pedidos pela Apple para seu iPod de 30 GB.
Caso venha oficialmente ao país, o player da Microsoft não se distanciará muito dos 1.399 reais pedidos pela Apple para seu tocador de capacidade idêntica.
O fato deverá promover adoções em massa do player no Brasil no mesmo modelo empregado para fugir aos altos preços da linha rival da Apple no país, com usuários trazendo o aparelho de viagens internacionais.
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