Laptop de US$ 100 entra em produção no 2º trimestre de 2007
Por Dan Nystedt, para o IDG Now!*
Publicada em 23 de outubro de 2006 às 09h14
Atualizada em 23 de outubro de 2006 às 14h38
Taipé - Laptop educacional, já em teste no Brasil, só será fabricado com pagamento adiantado de 5 milhões de unidades, segundo a OLPC.
O laptop de 100 dólares, que está no centro da iniciativa One Laptop Per Child (OLPC) voltada a estudantes em países em desenvolvimento, deve começar a ser produzido no segundo trimestre do próximo ano.
A fabricante taiwanesa Quanta – maior fabricante terceirizada de notebooks do mundo – foi escolhida pela OLPC para fabricar os notebooks de baixo custo, e disse estar se preparando para fazer sua parte.
Os números finais vão depender da quantidade de encomendas recebidas, mas a Quanta pretende fabricar 10 milhões de unidades no primeiro ano de produção, disse um porta-voz nesta segunda-feira (23/10).
A organização OLPC, liderada por Nicholas Negroponte, co-fundador do MIT Media Laboratory, no Massachusetts Institute of Technology (MIT), planeja oferecer o dispositivo a governos e organizações em todo mundo para garantir que os estudantes das nações mais pobres acompanhem a evolução digital. Acadêmicos e grupos da indústria trabalharam juntos para chegar ao design do laptop de 100 dólares, batizado de 2B1.
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Melhorias na tecnologia de painel LCD de baixo custo foram fundamentais para reduzir o preço do aparelho, segundo o site da OLPC. A organização aprimorou a tecnologia utilizada nos painéis dos DVD players mais baratos do mercado, chegando a uma tela com custo de 35 dólares para o laptop – normalmente a tela representa centenas de dólares no preço final de um notebook.
A OLPC reduziu ainda a quantidade de softwares no aparelho, reduzindo a “gordura” do sistema. “Os laptops de hoje se tornaram obesos. Dois terços dos softwares são usados para gerenciar o outro um terço, que na maior parte das vezes faz a mesma coisa de nove formas diferentes”, diz o site da OLPC.
Além disso, o grupo acredita que a produção em massa dos equipamentos vai manter os cursos baixos. A OLPC afirma que não irá começar a produção até que pelo menos 5 milhões de unidades sejam encomendadas e pagas antecipadas.
As máquinas de 100 dólares vão rodar sistema operacional Linux em um processador de 500 MHz da Advanced Micro Devices (AMD). O aparelho será preparado para acesso sem fio e trará ainda 128 MB de memória e 500MB de armazenamento, em memória flash.
O Brasil é um dos países que estuda adotar o laptop de baixo custo. Desde junho, o Laboratório de Sistemas Integrados (LSI) da Universidade de São Paulo, responsável por balizar o projeto pedagógico do governo para uso de notebooks em colégios brasileiros, vem testando 15 placas do 2B1. Em outubro, o LSI também recebeu um protótipo do rival do laptop da OLPC, o ClassMate PC, da Intel.
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