Cientistas discutem uso de robôs para pesquisas na Amazônia
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 02 de agosto de 2006 às 07h00
Atualizada em 18 de janeiro de 2008 às 11h33
Manaus - Petrobras testa robô que coleta larvas de mosquito e faz medição de parâmetros da água para monitoramento ambiental de gasoduto.
A robótica pode auxiliar os cientistas na tarefa de registrar e interpretar os sinais oriundos das matas e dos rios da Amazônia. Por isso, cerca de 20 pesquisadores do país inteiro – especialistas em peixes elétricos, semiótica, robótica de inspeção, eletroeletrônica, informática, processamento e análise de sinais, e modelagem ambiental – estão reunidos desde terça-feira (01/08) no 2º Workshop AmazonBots, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). O encontro termina na sexta-feira (04/08).
“Para usar robôs nas pesquisas na Amazônia, é preciso muito mais do que adaptar tecnologias já existentes”, afirmou Aristides Pavani, chefe da Divisão de Microssistemas do Centro de Pesquisa Renato Archer (Cenpra), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. “A complexidade do ecossistema demanda o desenvolvimento de novas ferramentas”, acrescentou.
O robô ambiental híbrido desenvolvido pelo Laboratório de Robótica de Tecnologia Submarina da Petrobras, já está sendo testado. Ele deverá ser usado para monitoramento ambiental ao longo do gasoduto Urucu–Manaus – que terá 670 quilômetros e deve estar pronto em março de 2008.
Ele foi batizado, em julho, de Chico Mendes. Entre as funções já desenvolvidas pelo robô estão a coleta de larvas de mosquitos e a medição de parâmetros da água, como acidez, oxigênio dissolvido, turbidez ou aspecto, condutibilidade e salinidade.
Em setembro do ano passado, durante a seca, foi testado seu primeiro protótipo – a versão menor, com cerca de 60 centímetros. Em maio deste ano, já durante a cheia do Rio Amazonas, a versão mediana (de 1,5 metro) também foi para campo.
“Agora estamos trabalhando no protótipo maior, que terá cerca de 2,5 metros e servirá também de veículo para o pesquisador chegar a áreas de difícil acesso na floresta. Já estamos buscando, com apoio da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), empresários que queiram fabricar esse robô ambiental híbrido nos seus três tamanhos”, informou o engenheiro Ney Robinson dos Reis, do Laboratório de Robótica de Tecnologia Submarina da Petrobras.
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