Robôs domésticos são novo paradigma, diz engenheiro da USP
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 25 de julho de 2006 às 09h21
Atualizada em 25 de julho de 2006 às 12h54
São Paulo - Robôs industriais cedem lugar à massificação da utilização dos robôs visando ao aumento de sua interação com os seres humanos.
As estatísticas apontam para mais de 1 milhão de robôs em operação na indústria mundial, mas atualmente é baixo o nível de pesquisas voltadas para a criação de novos robôs industriais. Segundo especialistas, a tendência, especialmente nos continentes asiático e europeu, aponta para a massificação da utilização dos robôs visando ao aumento de sua interação com os seres humanos.
“Indústrias totalmente automatizadas são um paradigma ultrapassado. Não é algo economicamente viável”, disse Glauco Augusto Caurin, professor da Escola de Engenharia Mecânica de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), em simpósio realizado na 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.
>Fotos: a face nos novos robôs
“A robótica industrial é importante, mas são os robôs que devem cooperar e se adaptar ao ser humano. Não é o ser humano que deve se adaptar à máquina”, disse.
Segundo o pesquisador, a meta da indústria mundial é fazer com que, em um futuro cada vez mais próximo, cada residência tenha um robô, principalmente para realizar tarefas que nem sempre o homem tem vontade de fazer. E essa realidade já começou com um marco importante para o setor: a venda, em 2005, de mais de 1 milhão de robôs aspiradores de pó.
Leia outros destaques do IDG Now!
>10 vídeos que você não pode perder do YouTube
>Converta LPs de vinil e fitas VHS para o PC
>Firefox 2.0: conheça as novidades
>Transfira coleção de CDs para o micro
>Os 25 piores produtos de tecnologia
Caurin apresentou os resultados do projeto “Habilidades sensório-motoras aplicadas ao desenvolvimento de mãos artificiais robotizadas”, que tem apoio da Fapesp. Para ele, considerando que os robôs devem ser utilizados para aumentar a capacidade humana, nada foi mais desafiador do que desenvolver um sistema que possa ser acoplado ao indivíduo.
“Nesse contexto, criamos com tecnologia nacional o protótipo de uma mão artificial. O aparelho tem mobilidade independente em cada um dos dedos e foi desenvolvido a partir de um plástico poliuretano à base de óleo de mamona biocompatível, de modo a minimizar os níveis de rejeição do organismo humano”, explica Caurin. O pesquisador lembra que uma prótese equivalente em outros países custa cerca de R$ 72 mil.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- NETVIBES
- DIGG
CONTEÚDO RELACIONADO:
IDG NOW! BUSCA:
Links patrocinados
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO IDG NOW!:
- 5 razões para ficar com o Windows XP
- Vendas do Snow Leopard superam em duas vezes a de seu antecessor
- Número de celulares habilitados no Brasil cresce 1,62% em agosto
- Camisetas para nerds são o suprassumo da moda geek
- Uma a cada cinco empresas nos EUA usa o Google Docs, diz IDC
- Presença de celulares em domicílios no Brasil cresce quase 5 vezes desde 2001
Os piores games da história
De Pac-Man sem pizzas a um maligno jogador de basquete esmagador de coisas. Confira.
Chrome OS: 7 questões
Entenda os impactos do novo sistema operacional do Google para o mercado e o consumidor.

Você já pode ler as últimas notícias do IDG Now!, em qualquer lugar e qualquer momento, usando seu celular para entrar no IDG Now! WAP.
Links patrocinados





