Fotógrafos profissionais ensinam a tirar fotos melhores
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 28 de junho de 2006 às 07h00
Atualizada em 10 de setembro de 2007 às 17h58
São Paulo – Confira um guia de sugestões básicas de fotógrafos profissionais para aproveitar melhor sua câmera e dar qualidade aos retratos.
Câmera comprada, software de edição instalado e serviço de compartilhamento online definido. Agora, só falta o usuário carregar seu equipamento por aí para clicar as cenas que achar mais interessante.
Para não topar com retratos mal focados, tremidos, com enquadramento errado ou com luz estourada no fim do passeio, o IDG Now! conversou com dois fotógrafos profissionais e separou dicas básicas essenciais para quem ainda acha que, de tão tecnológica, a máquina digital bate fotos perfeitas sozinha.
Flashes e luzes - Usado à exaustão mesmo em ambientes com iluminação nem tão precária, o flash em câmeras digitais domésticas deve ser encarado com o máximo de cuidado.
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“O flash destas câmeras é muito forte no primeiro plano e muito fraco no segundo”, analisa Eder Chiodetto, jornalista e fotógrafo profissional. O resultado são fotos com iluminação estourada no rosto dos fotografados ou escura demais em cenas de longe.
Por isto, o uso do recurso merece atenção. Chiodetto acha que não usar o flash pode tornar as fotografias melhores em determinados momentos, já que o usuário exercita sua percepção de luz na hora de bater uma fotografia.
O editor de fotografia da Folha de São Paulo, Tony Pires, reitera a necessidade de o usuário aprender o que chama de “caminho da luz”. “A foto não pode ser contra a luz, assim como o ambiente não pode estar escuro demais, com sombras muito fortes”.
Enquadramento - Fotos boas dependem do que o usuário focaliza antes de bater. E, neste sentido, são dois os principais problemas dos leigos com uma câmera digital na mão: o plano americano e o enquadramento falho.
No primeiro, Chiodetto afirma que a TV é vista como inspiração para as fotografias, que focalizam o busto e cortam a barriga dos fotografados. “Na balada, no enterro ou em casa, fica todo mundo parecendo o Willian Bonner”, brinca.
Já o segundo, segundo Pires, faz com que um grande ambiente, como um ponto turístico, seja preferido na hora do retrato, deixando o turista minúsculo e irreconhecível na fotografia. “Assim, não dá para provar que é você lá ao fundo”.
A solução dos dois problemas resvala tanto na atenção na hora de enquadrar os fotografados, como na vontade do fotógrafo de arriscar ângulos, posições e percepções novas para as fotos.
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