"Se estou incomodando a Microsoft, estou fazendo o certo", diz Negroponte
Por Eric Lai, para o IDG Now!*
Publicada em 02 de junho de 2006 às 19h20
Atualizada em 02 de junho de 2006 às 19h45
Framingham - Líder da organização One Laptop per Child critica MS e Intel e faz projeções sobre projeto do notebook educacional.
O idealizador do laptop educacional de 100 dólares, Nicholas Negronte, decidiu reagir a criticas que seu projeto tem recebido de algumas empresas e especialistas do mercado de tecnologia.
"Se eu estou incomodando a Microsoft e a Intel, provavelmente o que estou fazendo é certo", declarou fundador do Media Labs, no Massachusetts Institute of Technology (MIT), durante palestra realizada no Red Hat Summit, evento que acontece nos Estados Unidos.
>Veja as fotos do laptop de 100 dólares
Segundo Negroponte, o projeto, que já conta com o apoio de empresas como Red Hat, Google, AMD, News Corp., Nortel, eBay, 3M e Quanta Computer (uma grande fabricante de notebooks baseada em Taiwan), deve chegar ao mercado com preço inicial de 135 dólares em julho de 2007.
A partir de ganho de escala, a estimativa do chefe de Media Lab é que o laptop chegue finalmente ao preço de 100 dólares em 2008, quando a produção mundial do equipamento atingiria cerca de 100 milhões de computadores portáteis, contra os 10 milhões projetados para 2007.
Em 2010, garantiu Negroponte, o valor do equipamento cairá para 50 dólares.
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A despeito das críticas, o que a iniciativa batizada de One Laptop Per Child Project (OLPC) mais tem suscitado são dúvidas sobre como funcionará.
Entre os que permanecem sem entender muito bem como o projeto alcançará seus objetivos está o Banco Mundial.
“O Banco Mundial nos pergunta: vocês têm feito estudos? Bem, nós não temos. Mas já não há mais tempo para testes, estes dias acabaram. Tudo irá funcionar a partir do momento que nós executarmos, executarmos e executarmos”, disse.
Negroponte garante que, com a eliminação de fatores como times de vendas e ações de marketing, além da configuração do equipamento, tornam sua iniciativa totalmente possível.
O Brasil, ao lado de países como Argentina, Nigéria e Tailândia, está testando o equipamento.
A expectativa do governo Lula era oferecer o recurso ainda neste ano, mas o assessor especial da Presidência da República, Cezar Alvarez, já sinalizou que o projeto ficará para 2007.
>Veja fotos do notebook educacional da Intel
No mesmo período, a Intel deverá introduzir no mercado brasileiro o Classmate PC, sua iniciativa de notebook educacional. A empresa confirmou que, assim como Negroponte, está conversando com Alvarez para estudar a viabilidade do projeto no Brasil.
De acordo com Negroponte, países como China, Egito e Índia também devem aderir à iniciativa em breve. Até setembro, garantiu, a iniciativa estará com seus últimos detalhes finalizados.
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