Tecnologia refina futebol arte da Seleção Brasileira
Por Daniela Braun, editora do IDG Now!,
e Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 19 de abril de 2006 às 08h00
Atualizada em 19 de abril de 2006 às 13h11
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Avaliando a emissão de gases do atleta e sua pulsação – por meio de um relógio de pulso ligado ao computador - o sistema indica a velocidade em que o jogador atinge seu máximo e a pulsação naquele momento é a pulsação do limiar. “Ele pode estar a 13 km/hora com a pulsação de 168 batimentos por minuto e o computador mostra que aquele é o limite do atleta. Acima daquilo ele entra em déficit de oxigênio, o que passa a ser um treinamento anaeróbico”, explica Sant´Anna.
A mobilidade também faz parte da fisiologia. “Já existe um aparelho portátil em que o atleta corre com uma maleta nas costas, com o analisador de gases preso às costas dele em uma maletinha”. Segundo o preparador, por conta do alto custo do sistema portátil – cerca de 20 mil dólares – ainda é preferível deslocar os atletas para a avaliação em laboratório.
Velocidade e agilidade
A análise de velocidade dos atletas é feita através de um sistema chamado Fotocélula, que compreende hastes com sensores colocadas na beira do campo, na altura da cintura do jogador e que estão ligadas a um micro.
“Na hora em que o treinador aciona o atleta para dar o pique, ele sai e na tela [do micro] aparece o tempo de cada dez metros que ele percorre”, informa Sant´Anna.
A tecnologia de ponta também é usada para medir a agilidade do jogador por meio de uma plataforma no chão do campo ou de uma sala com mais de 8 metros quadrados, chamada Sensor de Solo, que é acoplada a um computador e três pontos na frente do atleta.
“Ele sai da plataforma, dá um pique no ponto da direita, volta, dá um pique na ponta do meio, volta e depois da esquerda e volta para a plataforma. Esse tempo em que ele percorre o espaço, o programa assimila e dá a informação de agilidade do jogador”, revela Sant´Anna.
GPS
Na parte de treinamento, as corridas são monitoradas por um relógio que vem com GPS, que sinaliza quando o percurso marcado chega ao fim, e um sensor para registrar a pulsação do atleta.
A vantagem do relógio da fabricante Garment é fornecer todas as informações necessárias no exato momento em que o atleta está fazendo um treinamento de longa distância, como o ritmo do atleta em quilômetros por hora, a média dele durante o percurso e o tempo que ele levou para fazer esta distância.
As informações coletadas no relógio podem ser transmitidas para o computador por meio de um sensor ligado ao micro por uma porta USB. “Com isso posso formar gráficos e trabalhar da maneira que quiser”, informa o preparador.
A Nike também oferece uma variação do relógio da Garment, que também está em testes durante os treinos de corrida da Seleção. A diferença está em um sensor acoplado ao pé do jogador, que transmite os dados para o relógio.
O uso de equipamentos mais avançados de avaliação foi iniciado por Moraci Sant´Anna com a seleção de 1994. “Na Copa do Mundo já procurei fazer todas as avaliações que eu conhecia com os jogadores para tirar mais resultados individualmente”.
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