Centros de mídia: o PC evolui
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 06 de março de 2006 às 08h30
Atualizada em 06 de março de 2006 às 11h53
São Paulo - Desktops tornam-se os centros do entretenimento digital no lar.
Não há duvidas de que ele foi o precursor. O computador pessoal inaugurou uma era de expansão da tecnologia para todas as esferas das nossas vidas – pessoal, profissional e social –, abrindo caminho para a chegada de outras tantas inovações que abraçamos hoje, como os celulares, câmeras digitais e MP3 players.
Mas se estes frutos da revolução computacional ganham cada vez mais recursos, assumindo as funções que antes cabiam exclusivamente ao computador, com vantagens inegáveis, tais como a mobilidade, haverá espaço para o PC tal qual o conhecemos hoje em nossas vidas no futuro?
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O gerente de pesquisas do Centro IBM de Pesquisas de Almaden, Jean Paul Jacob, é categórico: “Nesta forma limitada de hoje, o PC desaparece, porque tudo vira o PC. Você tem chips em todos os lugares”.
No entanto, é difícil imaginar que um mercado que movimentou 218,5 milhões de unidades no último ano (segundo dados do Gartner) vá desaparecer de uma hora para outra.
É inegável, contudo, que ele está mudando. O PC vem se tornando o centro do entretenimento digital dos lares. Nele estão concentrados nossos textos, músicas, vídeo e imagens.
PCs de entretenimento
Pensando nisso, as fabricantes de processadores Intel e AMD lançaram plataformas que visam consolidá-lo como tal.
As marcas AMD Live! E Intel Viiv certificam sistemas que reúnem os recursos de processamento necessários, a interface ideal e o conteúdo específico para assumirem o papel de centro de mídia da casa.
Trata-se de um conceito que toma formas variadas de acordo com o fabricante que produz o equipamento. Mas, em geral, os PCs de mídia tendem a se parecer mais com um aparelho de DVD, que fica na sala e é operado por controle remoto, do que com o desktop tradicional.
Além de funcionar como interface de comunicação com os outros eletrônicos da casa, ele recebe o sinal de televisão, seja via cabo, sinal digital ou satélite.
A plataforma Viiv foi lançada oficialmente em janeiro deste ano e os primeiros modelos chegam ao mercado ainda neste trimestre.
No Brasil, a previsão é de que os equipamentos comecem a ser vendidos no prazo de 12 meses, segundo Ronaldo Miranda, gerente de vendas e marketing para a América Latina da Intel.
“Para isto, é necessária alta disponibilidade de banda larga, maturidade do mercado de PC de consumo e produção de conteúdo específico”, explica o executivo.
Em relação ao conteúdo, a companhia firmou parcerias globais com grandes nomes da indústria, como Direct TV, Google, Yahoo e NBC. “Estamos trabalhando localmente com a Globo e a TVA”, conta Miranda.
Já a AMD, que lançou o conceito AMD Live! em agosto de 2004, espera que os primeiros equipamentos cheguem ao país em meados deste ano. “Temos parceiros internacionais, também presentes no Brasil, que estão preparando a produção dos equipamentos”, conta Roberto Brandão, gerente de tecnologia da AMD.
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