Para onde caminham os gadgets?
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 06 de março de 2006 às 08h35
Atualizada em 06 de março de 2006 às 08h59
São Paulo - Comunicação, armazenamento e interface são os alicerces dos eletrônicos do futuro.
Se há dez anos alguém dissesse a você que em um futuro muito próximo você poderia carregar no seu bolso aparelho de som, câmera fotográfica, telefone, agenda, videogame, relógio, calculadora e até televisão, tudo isso em único aparelho sem fio e tão leve e compacto que caberia na palma da sua mão, você acreditaria?
Esta engenhoca, que há apenas uma década poderia soar como um invento saído de um filme de ficção científica, nada mais é que o telefone celular, tão corriqueiro em nossas vidas que mal nos damos conta do salto tecnológico que ele representa em relação aos recursos disponíveis tão pouco tempo atrás.
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Assim é com todas as invenções tecnológicas, que deixam o imaginário para fazer parte do nosso dia-a-dia, substituindo os velhos inventos e assumindo tão naturalmente funções cotidianas nas nossas vidas que, de uma hora para outra, objetos que usávamos diariamente, como vitrolas, toca-fitas, videocassetes e máquinas de escrever, viram peças de museu.
Como prever, então, qual será a próxima maravilha tecnológica que vai transformar a forma como trabalhamos, nos divertimos e nos comunicamos? Só há uma certeza: tudo que consideramos moderno e revolucionário hoje será obsoleto amanhã.
Funções que nem sequer vislumbramos serão incorporadas a aparelhos que jamais sonhamos possuir. E os aparelhos que possuímos hoje possivelmente terão uma nova cara, novos recursos e novos propósitos.
Celular: pioneiro e portátil
É o caso do celular, que por ter incorporado todos esses novos papéis ao longo do tempo, tornou-se, inquestionavelmente, o mais convergente dos aparelhos.
Isso, no entanto, não significa que ele esteja estático. A sua evolução vai ser motivada pelas demandas dos usuários. De um tijolo no início dos anos 90, ele foi sendo reduzido para manter a máxima portabilidade possível. Hoje, contudo, isso representa um entrave para novas funções.
À medida que mais e mais conteúdos visuais chegam ao aparelho – hoje já é possível, tecnicamente, assistir transmissões de TV ao vivo pelo celular em países como o Japão –, a necessidade de telas maiores e com melhor definição aumenta.
Assim, a tendência é que vejamos cada vez mais aparelhos com formatos que possibilitem uma experiência visual mais agradável, mas que ao mesmo tempo mantenham a portabilidade.
“A maioria dos aparelhos ainda têm telas que, além de muito pequenas, têm o formato vertical, que não é compatível com conteúdo gerado para TV”, conta André Varga, gerente da área de telecom Samsung.
“Os fabricantes estão testando soluções com mecanismos que fazem com que a tela faça um giro de 90 graus para que ela fique na horizontal.”
Também, prossegue Varga, há a possibilidade de girar o próprio aparelho e fazer com que a imagem se ajuste à posição em que ele se encontra.
Além da manipulação de imagens – tanto estáticas, no caso das fotos, quanto dinâmicas, com os vídeos –, o celular é cada vez mais usado para comunicação por texto.
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