RIAA processa mais 751 usuários de P2P
Por IDG Now!
Publicada em 16 de dezembro de 2005 às 10h27
Adeptos do Kazaa e LimeWire são processados por associação que representa as gravadoras dos EUA. Estudantes de Harvard estão na lista.
A RIAA, associação que representa as gravadoras dos Estados Unidos, iniciou 751 novas ações contra os usuários de softwares de compartilhamento de arquivos usados para download gratuito de músicas.
Segundo a RIAA, na nova leva de processos há usuários dos programas LimeWire e Kazaa. A associação cita casos de estudantes das universidades de Harvard, Drexel e da Califórnia que estão entre os acusados.
Desde setembro de 2003, quando a associação iniciou a caça às bruxas contra usuáiros de programas P2P, já foram processadas cerca de 3.800 pessoas, somente nos Estados Unidos.
A nova onda de processos surge um dia após a divulgação de estudo do NPD Group que aponta queda no compartilhamento de arquivos neste final de ano nos EUA.
De junho até outubro, o NPD Group afirma que houve uma queda de 11% no número de usuários domésticos que fazem download de músicas usando esses programas.
Enquanto em outubro cerca de 5,7 milhões de usuários norte-americanos baixaram ao menos uma canção usando os programas P2P, em junho, esse número alcançava os 6,4 milhões de usuários. Contudo, em 2004 e na primeira metade de 2005 a linha de uso do P2P era crescente.
Ainda em junho a justiça norte-americana permitiu que empresas de entretenimento também acionassem as companhias desenvolvedoras de sistemas de compartilhamento.
Um dos mais populares softwares do gênero, o Grokster saiu do ar em novembro. O serviço entrou em acordo com a RIAA e a Motion Picture Association of America (MPAA), que representa os estúdios cinematográficos, e deve voltar à ativa com uma versão "legalizada".
A RIAA continua vendo os processos judiciais como um componente fundamental nos esforços para educar a população quanto ao pagamento dos direitos autorais. Para o porta-voz da RIAA, Jenni Engebretsen, "Não há dúvidas de que os processos tenham ajudado a interromper o uso dos programas P2P não autorizados".
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