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21 de setembro de 2009
Colunistas

TI Corporativa

Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting e CEO da DOM Strategy Partners

Publicada em 15 de dezembro de 2008 às 07h05
Atualizada em 15 de dezembro de 2008 às 16h30

2009: tecnologias em alta

Em 2009, tecnologias que fazem mais com menos pegam carona na crise. Por Daniel Domeneghetti.

previsoes_2009_88O ano que chega traz a crise a tira-colo. E com ela, os cortes orçamentários. Nossas estimativas, de acordo com o estudo anual “Investimentos em TI” da E-Consulting, apontam que 2009 será um ano de leve retração nos investimentos corporativos em Tecnologia da Informação - algo em torno de 4% sobre 2008.

O ano de 2009 não será o da renovação do parque de sistemas, não será o ano do investimento corporativo em tecnologias convergentes, não será o ano da inovação em tecnologia. Será, sim, o ano de ajustes estruturais. A faxina pega carona na crise. É assim que funciona, porque isso faz sentido em épocas de crise.

Crise é sinônimo de escassez, incerteza e futuro próximo. Crise é oportunidade de mudar, de jogar fora o que não presta, de otimizar, racionalizar, reduzir, maximizar...

As tecnologias que estarão ecoando poder em 2009 serão aquelas que conseguirem fazer parte de projetos que entreguem basicamente duas coisas à empresa: redução de custos operacionais e aumento de performance/produtividade  - fazer mais com menos, ou com o mesmo -, porque é isso que se consegue [e se deseja] enxergar em períodos de futuro curto.

Nesta toada estão projetos de revisão da infra-estrutura e da arquitetura de sistemas, capazes de trazer leveza aos processos corporativos com maior performance. Portanto, virtualização e SOA, por exemplo, podem dominar bons investimentos.

Mais com menos
A governança corporativa e seus processos de gestão de riscos, controle orçamentário, otimização de compras e, principalmente, (out)sourcing de serviços, infra-estrutura, desenvolvimento, ou ambos, será peça-chave nesta equação de fazer mais com menos.

A área de tecnologia precisará dizer a que veio com linguagem de negócio e isso quer dizer mostrar o valor que gera para a empresa e para o acionista. 2009 será, como antevimos no começo de 2008, o ano da Gestão do Valor da TI.

Outro foco importante que a TI assumirá com maior propriedade é seu papel de esqueleto sustentador dos processos corporativos. E isso é importante porque TI está se transformando em processos. A potência máxima do motor da performance operacional das empresas está na qualidade da arquitetura, modelagem, automatização, gestão e, principalmente, na utilização da tecnologia nas tarefas do dia-a-dia, economizando tempo, recursos e insumos. Fazer mais com menos é a essência da produtividade. E isso é TI turbinando processos corporativos. Portanto, upgrades e roll-outs de sistemas de gestão empresarial (ERPs), supply-chain e projetos com cara de EIS, capazes de gerar conhecimento e informação útil, pronta e instantânea, serão bem-vindos. 

Também veremos a TI multiplicando os benefícios da comunicação corporativa interna e com os stakeholders externos assumindo papel cada vez mais relevante. Aplicações de Customer Relationship Management (CRM), projetos de Web Corporativa (portais, redes sociais, interatividade etc.) e mobilidade, dentre outros, serão importantes instrumentos de aceleração da performance nas empresas.

Porque é disso que estamos falando. Inovar com TI tem mais a ver com empresas que têm na TI seu core-business, seja como componente fundamental de seus produtos/serviços, seja como produto/serviço mesmo. E esse universo de empresas é muito restrito (ex. telecom, eletro-eletrônicos, TI, internet, e-commerce, call center etc.).

Para a grande maioria das empresas, TI tem de ser enxergada principalmente como fermento da produtividade e da performance superior. E isso não é exatamente gerar resultado (ex. ROI), mas sim gerar valor, compreendido na redução do opex, na agilização dos processos internos de operação e decisão, no aumento da segurança da informação, nos ganhos trazidos pela geração, tratamento, disponibilização e armazenamento de informações e conhecimentos úteis para o negócio e nos ganhos de flexibilidade e comunicação entre os agentes internos da empresa e destes com seus stakeholders externos.

Este artigo tem como missão ser uma bússola de investimentos que fazem sentido em TI para 2009. E, como podemos ver, não haverá reinvenção da roda... e nem dos bits e bytes. 

Daniel Domeneghetti é CEO da DOM Strategy Partners, consultoria estratégica 100% nacional responsável pela Metodologia IAM (Intangible Assets Management). E-mail: dd@ec-corp.com.br

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