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27 de novembro de 2009
Colunistas

TI Corporativa

Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting e CEO da DOM Strategy Partners

Publicada em 09 de novembro de 2006 às 15h47
Atualizada em 09 de novembro de 2006 às 19h38
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Ruptura ou incremento?

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Devemos lembrar que clientes grandes não têm nenhuma predisposição a serem cobaias de novas tecnologias; em contrapartida, exigem de seus fornecedores melhorias contínuas, qualidade e consistência.

O fato é que as pequenas empresas, geralmente fundadas pelos ex-pesquisadores das líderes de mercado, que não conseguiram “vender” seus projetos internamente, têm de começar atendendo às pequenas empresas. Estas, em função da capacidade financeira restrita, aceitam experimentar novas tecnologias, que quando validadas, acabam por se tornar a onda que engole a líder de mercado e toda sua tecnologia incremental. São as chamadas tecnologias de ruptura.

Como fica a chamada TI Corporativa neste espectro? Podemos classificar os modelos de negócios das empresas de TI basicamente de duas maneiras: TI de Ruptura e TI de Incremento.

Já a TI de Ruptura tem como objetivo reescrever ou criar novos modelos de negócio e operações, seja pela darwinização dos modelos existentes, seja pela exploração de novas oportunidades e possibilidades. Estes, ao contrário, são modelos de negócio que têm como premissa a quebra da lógica tradicional vigente, redefinindo completamente as relações e ordens de grandeza da empresa com sua malha mercadológica. São exemplos de ruptura tecnologias de Convergência, Mobilidade, SOA e E-Commerce (em alguns casos).

Abaixo, apresento o modelo que criamos na E-Consulting (ECTI), que mostra com clareza essa distinção:

Imagem para Coluna TI Corporativa_piramide

Nitidamente, a base da pirâmide é composta por projetos que utilizam a TI como meio, como incremento, a chamada TI de Substituição e Operações.

O topo da pirâmide, que responde pelas tecnologias de ruptura e inovação, é a chamada TI Estratégica. Já no meio do desenho, da TI como Ambiente, é que temos a convivência de ambas as situações, onde, dependendo da empresa, da indústria e da forma de adoção da tecnologia, temos então seu caráter mais de ruptura ou mais de incremento.

O tempo, enfim, parece ser a variável mais importante no momento. Quanto mais ele passa, mais essas ameaças potenciais de ruptura podem se tornar preocupações reais aos atuais líderes de mercado... isso se essas ameaças forem sobrevivendo à feroz seleção natural imposta pela letargia do mercado na conjuntura atual.

A TI de Incremento é aquela adotada por corporações com objetivos de ganhos de produtividade, eficiência, redução de custos ou mesmo normatização de qualidade. São, portanto, projetos voltados à substituição e/ou otimização de processos e fluxos destas empresas com suas cadeias de valor, principalmente com stakeholders internos, fornecedores e clientes.

Daniel Domeneghetti é CEO da DOM Strategy Partners, sócio-fundador da E-Consulting Corp., presidente do Instituto Titãs e vice-presidente de Métricas e Conhecimento da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. E-mail: dd@ec-corp.com.br

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