Na Microsoft, código aberto leva outro nome: interoperabilidade
Por Robinson dos Santos, do IDG Now!
Publicada em 27 de agosto de 2010 às 09h10
Para atender quem mistura Windows e software livre, empresa investe em pesquisa, mantém repositório de código e promove até palestras sobre Linux.
Conhecida pelo zelo com que defende sua propriedade intelectual, a Microsoft parece, enfim, ter encontrado uma fórmula para conviver com o mundo do código aberto. E o Brasil tem escrito parte importante desta história, destaca o gerente de estratégias de plataforma da Microsoft Brasil, Djalma Andrade.
“A Microsoft não compete em relação a open source. Não há antagonismo”, explicou Andrade ao IDG Now!.
É uma posição em harmonia com a anunciada recentemente pelo gerente geral de interoperabilidade da matriz americana, Jean Paoli. Em entrevista à Network World/EUA, o executivo afirmou: “Nós amamos open source.”
Não é que a posição da empresa em relação à defesa de sua propriedade intelectual tenha mudado. O que a Microsoft tem levado em conta, explica Andrade, é o fato de que muitos clientes mantêm, em suas instalações, sistemas Windows e software de código aberto, ora lado a lado (no caso do Linux), ora sobrepostos (como servidores de código aberto PHP). Essa necessidade tem nome: interoperabilidade.
“Nos Estados Unidos, a matriz mantém vários laboratórios de interoperabilidade, inclusive com open source”, conta Andrade. “No Brasil, desde 2006 mantemos laboratórios de interoperabilidade em cinco universidades.”
A lista de instituições com laboratórios inclui Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Estadual Paulista, Universidade Estadual de Campinas, Universidade de São Paulo e Universidade Federal do Pará. Neste ano, entrou em operação um sexto laboratório – o do Senai, em Brasília (DF), com “projetos voltados a necessidades específicas de negócio”, explica o gerente.
Kernel do Linux
Os laboratórios não são a única iniciativa da Microsoft com
open source. A empresa afirmou ter aberto 20 mil linhas de código para serem
aproveitadas no kernel do Linux em funções de virtualização de sistemas. Além
disso, ela disse ter destacado uma equipe do desenvolvimento do Windows para
desenvolver um SDK para uso com o PHP, e que abre a possibilidade de usar o gerenciador
de banco de dados SQL Server, da Microsoft, com PHP.
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