A nuvem pode ser a salvação dos jornais?
Por CIO.com
Publicada em 07 de julho de 2010 às 11h13
Atualizada em 07 de julho de 2010 às 13h36
Pelo menos para o mais antigo do jornal do mundo, sim. O Daily Telegraph foi às nuvens buscar a saída.
Em um evento sobre tecnologia de cloud computing, realizado em Londres recentemente, tive dois prazeres: um deles foi estar em um ambiente, em que o famoso jabá era menos tolerado que nos cloud shows dos EUA,;o outro foi o de assistir à apresentação do CTO do The Telepgraph Media Group, Toby Wright. O Daily Telegraph, jornal pertencente ao grupo, é o veículo de notícias mais antigo do mundo.
Wright levou todos que estavam na platéia às nuvens, literalmente.
A situação dos veículos
É de domínio público que as contas dos jornais andam dominadas pelo tom vermelho. O jornal de onde venho, O San Francisco Chronicle, amargou uma queda de circulação no volume de 30% nos últimos cinco anos. O mesmo fenômeno se repete com o inglês Telegraph. Ficou claro para Wright que, ao assumir a TI do jornal, o negócio mais urgente a fazer era cortar custos. Resolvido o problema financeiro, era chegada hora de Wright se empenhar em mudar a forma em que a TI funciona na empresa de notícias. É aí que a nuvem aparece.
Como resolver
A aproximação do departamento de TI com o Telegraph pode ser resumida em poucas palavras: “deixe que outros se ocupem do processamento”. Toby Wright delineou o modelo de aplicações SaaS do jornal:
- Interação de clientes com sistemas de venda;
- Aplicativos do Google para email e colaboração;
- Uso do Ooyala para distribuição de vídeos;
- Criação de contas no Disqus para moderação de comentários;
- Cordys para a gestão dos processos de negócios.
O Telegraph também usa o AWS para rodar o analytics.
O que Wright quer mesmo é se livrar dos kits prontos para usar os disponíveis no mercado. Ele reconhece que provedores especializados acabam custando menos do que a instalação de servidores internos próprios. Ele também reconhece que, no que se refere à segurança, a situação melhorou bastante. Os padrões impostos e praticados pelos prestadores de serviço nas nuvens é alto; bem mais alto que aquele viável dentro da organização.
Outras estratégia adotada pelo Telegraph é a retransmissão de IT via SaaS. Eles acham mais interessante pagar pelos aplicativos que assumir leasings com IaaS, o que deixaria a gestão da infra-estrutura a cargo do TI, mesmo que se trate de uma infra-estrutura não física, a qual Wright gosta de se referir por “terminal Usenet virtual”.
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