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19 de julho de 2010
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Aplicações

Nasa constrói sistema em nuvem para modelagem de clima

Por Network World/EUA

Publicada em 01 de fevereiro de 2010 às 17h09
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Pesquisas de previsão climática terão ajuda de sistema baseado em cloud computing, que utiliza capacidade ociosa de CPU de grade de PCs.

A agência espacial americana Nasa quer melhorar sua estrutura dedicada a pesquisas climáticas por meio da criação de uma interface do tipo SaaS (Software-as-a-Service), para que cientistas e estudantes possam elaborar modelos matemáticos complexos para estudo do clima.

"Atualmente os modelos que temos são muito complexos; o software já está num nível alto, de 500 mil a 1 milhão de linhas de código", diz Michael Seablom, chefe do escritório de visualização e integração de software do Centro de Voo Espacial Goddard, em Maryland.

Um modelo climático poderia, por exemplo, prever o que aconteceria às temperaturas globais nos próximos cem anos se a humanidade dobrasse as emissões de dióxido de carbono.

"O trabalho de manter os modelos funcionando é difícil e custa muito dinheiro, pois temos de ajudar os grupos de pesquisa a construir o sistema em suas máquinas locais", diz Seablom. "O problema é que, se você é um estudante de pós-graduação, você poderia gastar meses apenas tentando fazer o modelo funcionar e verificando se está funcionando corretamente."

Portal web
O objetivo da Nasa é construir um portal web para acesso pelos pesquisadores. Isso permitiria a eles rodar os modelos climáticos diretamente nos sistemas remotos ofereciddos pela agência espacial. A empresa de software para grid computing Parabon Computation foi a vencedora de um contrato de dois anos e 600 mil dólares para ajudar a Nasa a construir tal sistema.

A Parabon explicou que essa plataforma web será construida com base no software Frontier Grid. Ele pode aproveitar a capacidade ociosa de muitas máquinas, gerenciando-as como uma grande grade computacional, com aplicações rodando em máquinas virtuais.

Seablom conta que as equipes de modelagem climática da Nasa aproveitarão os processadores da plataforma de cloud computing Nebula, da Nasa, e que algum dia a agência poderia até comprar ciclos de computação de plataformas públicas de nuvem.

O Frontier pode ser usado para aproveitar a poder de CPU não utilizado de desktops e servidores. "Acredito que a Nasa tenha 80 mil desktops. Se todos eles receberem o Frontier, então teremos um dos maiores supercomputadores do mundo", disse o CEO da Parabon, Steven Armentrout.

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