Brasil perde 2 máquinas e sai da lista de supercomputadores Top500
Por IDG News Service/Suécia
Publicada em 23 de junho de 2009 às 13h20
Atualizada em 23 de junho de 2009 às 19h41
São Paulo - Em edição em que Alemanha diminuiu hegemonia dos EUA, Brasil vê seus dois únicos representantes serem excluídos do ranking.
Em uma edição do ranking de supercomputadores Top500 com destaque para a Alemanha diminuindo a hegemonia norte-americana, o Brasil perdeu seus dois únicos representantes entre as 500 máquinas mais poderosas do mundo.
Os supercomputadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da prestadora de serviços na área petrolífera PGS, que ocupavam as posições 306 e 363 da última versão do ranking, divulgado em novembro, não aparecem mais entre os 500 supercomputadores mais poderosos do planeta, segundo lista referente a junho publicada na sexta-feira (19/06).
Na edição de novembro da lista, o mínimo de poder de processamento necessário para entrar na lista era de 12,6 teraflops. Nesta versão, a 500º máquina mais poderosa tem 17,1 teraflops, o que exclui tanto a máquina da universidade carioca (com 16,2 teraflops) como a da consultoria petrolífera (15,5 teraflops).
O flop é um índice usado para indicar quantas operações e pontos flutuantes um computador consegue realizar por segundo. No caso do teraflop, a constante indica que os supercomputadores podem processar operações na ordem de 10 elevado à décima segunda potência.
No geral, a edição de junho da Top500 se destaca pela participação da Alemanha, que diminuiu a hegemonia dos Estados Unidos entre as 10 máquinas mais poderosas, ainda que a norte-americana Roadrunner se mantenha na liderança.
As duas novas máquinas alemãs entraram na Top500 na terceira e décima posições. Na terceira posição, o JUGENE foi construído pela IBM para o centro de pesquisa Forschungszentrum Juelich, atingindo capacidade de processamento de 825,5 teraflops - medida que determina o desempenho de um computador com base em Flops, sigla em inglês para operações de ponto flutuante por segundo - usando 294.912 núcleos de processamento.
A décima máquina mais poderosa do mundo também está no Forschungszentrum Juelich - o Juropa tem poder de processamento de 274,8 teraflops e é baseado nos servidores Bull Novascale e Sun SunBlade x6048.
Outro novato de destaque na lista - também criado pela IBM - é o supercomputador Shaheen, com poder de processamento de 185,17 teraflops e e está instalado no King Abdullah University of Science and Technology na Arábia Saudita.
Primeira máquina a quebrar a barreira dos quadrilhões de operações por segundo, o Roadrunner, construído pela IBM e usado pelo Los Alamos National Laboratory, ligado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, manteve a ponta, com poder de processamento de 1.105 petaflops.
Em segundo, aparece o Jaguar Cray XT5, instalado no Oak Ridge National Laboratory, também nos Estados Unidos, e que consegue processar dados com velocidade de até 1.059 petaflops.
Responsável pelo Roadrunner, a IBM está construindo um novo supercomputador que deverá desbancar o atual líder da Top500 - programado para 2012, o Sequoia atingirá poder de processamento de 30 petaflops e será usado para pesquisas de materiais nucleares.
Aparecer na Top500 vem se tornando cada vez mais difícil. Na última edição da lista, divulgada em novembro, o poder de processamento mínimo para figurar no ranking era de 12,64 teraflops.
Agora, o supercomputador menos poderoso da lista conta com 17,1 teraflops. Com esse poder, a máquina estaria na posição 274 no ranking anterior, o que mostra a evolução tecnológica do setor de supercomputadores.
Outra tendência que se pode observar ao comparar a lista de novembro de 2008 com a atual é a migração em massa para processadores com quatro núcleos. Agora, são 383 máquinas, 47 a mais que no ranking anterior. A dominação da Intel também aumentou - pulou de 379 supercomputadores para 399.
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