Publicidade

09 de julho de 2009
computacao_corporativa
Servidores

Brasil perde 2 máquinas e sai da lista de supercomputadores Top500

Por IDG News Service/Suécia

Publicada em 23 de junho de 2009 às 13h20
Atualizada em 23 de junho de 2009 às 19h41

São Paulo - Em edição em que Alemanha diminuiu hegemonia dos EUA, Brasil vê seus dois únicos representantes serem excluídos do ranking.

Em uma edição do ranking de supercomputadores Top500 com destaque para a Alemanha diminuindo a hegemonia norte-americana, o Brasil perdeu seus dois únicos representantes entre as 500 máquinas mais poderosas do mundo.

Os supercomputadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da prestadora de serviços na área petrolífera PGS, que ocupavam as posições 306 e 363 da última versão do ranking, divulgado em novembro, não aparecem mais entre os 500 supercomputadores mais poderosos do planeta, segundo lista referente a junho publicada na sexta-feira (19/06).

Na edição de novembro da lista, o mínimo de poder de processamento necessário para entrar na lista era de 12,6 teraflops. Nesta versão, a 500º máquina mais poderosa tem 17,1 teraflops, o que exclui tanto a máquina da universidade carioca (com 16,2 teraflops) como a da consultoria petrolífera (15,5 teraflops).

O flop é um índice usado para indicar quantas operações e pontos flutuantes um computador consegue realizar por segundo. No caso do teraflop, a constante indica que os supercomputadores podem processar operações na ordem de 10 elevado à décima segunda potência.

No geral, a edição de junho da Top500 se destaca pela participação da Alemanha,  que diminuiu a hegemonia dos Estados Unidos entre as 10 máquinas mais poderosas, ainda que a norte-americana Roadrunner se mantenha na liderança.

As duas novas máquinas alemãs entraram na Top500 na terceira e décima posições. Na terceira posição, o JUGENE foi construído pela IBM para o centro de pesquisa Forschungszentrum Juelich, atingindo capacidade de processamento de 825,5 teraflops - medida que determina o desempenho de um computador com base em Flops, sigla em inglês para operações de ponto flutuante por segundo - usando 294.912 núcleos de processamento.

A décima máquina mais poderosa do mundo também está no Forschungszentrum Juelich - o Juropa tem poder de processamento de 274,8 teraflops e é baseado nos servidores Bull Novascale e Sun SunBlade x6048.

Outro novato de destaque na lista - também criado pela IBM - é o supercomputador Shaheen, com poder de processamento de 185,17 teraflops e e está instalado no King Abdullah University of Science and Technology na Arábia Saudita.

Primeira máquina a quebrar a barreira dos quadrilhões de operações por segundo, o Roadrunner, construído pela IBM e usado pelo Los Alamos National Laboratory, ligado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, manteve a ponta, com poder de processamento de 1.105 petaflops.

Em segundo, aparece o Jaguar Cray XT5, instalado no Oak Ridge National Laboratory, também nos Estados Unidos, e que consegue processar dados com velocidade de até 1.059 petaflops.

Responsável pelo Roadrunner, a IBM está construindo um novo supercomputador que deverá desbancar o atual líder da Top500 - programado para 2012, o Sequoia atingirá poder de processamento de 30 petaflops e será usado para pesquisas de materiais nucleares.

Aparecer na Top500 vem se tornando cada vez mais difícil. Na última edição da lista, divulgada em novembro, o poder de processamento mínimo para figurar no ranking era de 12,64 teraflops.

Agora, o supercomputador menos poderoso da lista conta com 17,1 teraflops. Com esse poder, a máquina estaria na posição 274 no ranking anterior, o que mostra a evolução tecnológica do setor de supercomputadores.

Outra tendência que se pode observar ao comparar a lista de novembro de 2008 com a atual é a migração em massa para processadores com quatro núcleos. Agora, são 383 máquinas, 47 a mais que no ranking anterior. A dominação da Intel também aumentou - pulou de 379 supercomputadores para 399.


OPINIÃO DO LEITOR
Não há comentários para essa notícia
Seja o primeiro a comentar

Top5MAIS LIDAS
DO DIA
IDG Now! Widget

Baixe o Now! Reader e confira em seu desktop as últimas notícias, álbuns e outros conteúdos do IDG Now!

IDG Now! Reader
O que levar para a 'nuvem'?

O que levar para a 'nuvem'?

Diretor da IBM Brasil explica como usuários e empresas vão lidar com computação 'nas nuvens'.

45 anos do mainframe

45 anos do mainframe

Equipamento criado em 1964 responde por 70% das aplicações de missão crítica do mundo.

TI Verde

TI Verde

Saiba tudo sobre gadgets ecológicos e consumo consciente de eletrônicos.

Alerta de e-amil
Saiba de tudo o que o IDG Now! publica sobre as empresas abaixo por e-mail
Eventos IDG
Digital Age 2.0
WTC Hotel São Paulo - 26 de agosto
IT LEADERS
O Leopolldo - 24 de setembro
Licenciamento
Veja como utilizar o conteúdo do site líder em notícias sobre tecnologia a seu favor.
Newsletter
Segurança
Informe-se sobre as principais ameaças online
Computação Corporativa
Conheça as estratégias das empresas de TI
Carreira
Fique atualizado: cursos, eventos
e dicas