Microsoft e USP assinam acordo para financiar projetos de interoperabilidade
Por Rodrigo Afonso, repórter do COMPUTERWORLD
Publicada em 27 de maio de 2009 às 13h02
Atualizada em 28 de maio de 2009 às 11h25
São Paulo – Instituto de Matemática e Estatística da USP e Microsoft desenvolverão interoperabilidade entre software proprietário e software livre.
A Microsoft Brasil e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP) assinaram um acordo para desenvolver ferramentas de interoperabilidade entre software proprietário e software livre.
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No início, dois projetos serão conduzidos por Flávio Soares Correa da Silva, professor-doutor do IME-USP. Um deles foi batizado de Interoperabilidade para o governo eletrônico e pretende ampliar o rol de soluções disponíveis para a gestão pública em todo o País. A meta é criar sistemas que sejam universais para todos sistemas operacionais no mercado, principalmente Windows e Linux.
O outro projeto, 'Aprendizado de informática com base em jogos de computador, serviços web e clientes heterogêneos', pretende desenvolver ambientes multi-plataforma. “O objetivo é fazer com que os estudantes considerem o estudo da tecnologia, já que a procura por cursos como Ciências da Computação está em constante decadência”, afirma Silva.
O centro de estudos e desenvolvimento criado no IME-USP também pretende pensar em soluções para a área corporativa. O objetivo é criar um conceito organizacional onde as informações fluam entre diferentes ambientes com capacidade para se comunicar entre si. “Esse conceito de interoperabilidade pode ser elevado ao Mercosul, assim como faz a União Européia, que possui um grau de integração bem mais avançado que os países da América do Sul”, diz Silva.
O convênio representa o quinto acordo que a Microsoft firma com universidades brasileiras para integração de softwares livres e proprietários. Antes, já entraram como parceiras da fabricante de softwares a Universidade Estadual Paulista de Bauru (Unesp), Universidade Federal do Pará, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Roberto Prado, gerente de estratégias de mercado da Microsoft Brasil, afirma que o esforço está relacionado às necessidades corporativas de integrar as soluções. “O ambiente heterogêneo pode ocorrer dentro de uma única organização, com servidores diferentes para sistemas livres e proprietários", diz . "Diante disso, os problemas de integração surgem e soluções precisam ser desenvolvidas”.
O retorno do investimento da Microsoft serão os resultados dos projetos, que serão publicados pela empresa. Os projetos conduzidos por meio dos acordos podem ser acessados por meio do link www.codeplex.com/NDOS.
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