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08 de julho de 2009
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Software Livre

Crise global pode impulsionar adoção do software livre no mundo, diz Gartner

Por Pedro Marques, editor assistente do IDG Now!

Publicada em 24 de novembro de 2008 às 07h00

São Paulo - Laurie Wurster, do Gartner, afirma que recessão mundial abre espaço para uso de aplicativos de código aberto nas empresas.

A crise financeira que atinge a economia global pode ser "um catalisador para a adoção dos softwares de código aberto". Essa é a opinião de Laurie Wurster, pesquisadora de tecnologia e serviços do Gartner, e que recentemente concluiu um amplo estudo sobre a implementação dos softwares baseados em código aberto dentro das empresas de todo o mundo. No total, o levantamento ouviu 274 companhias distribuídas entre Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Rússia, Alemanha, China, Austrália e Índia.

Em entrevista exclusiva ao IDG Now!, a pesquisadora disse que o atual ambiente econômico exige que as empresas procurem maneiras de reduzir seus custos. E o software livre - que tem a premissa de custar nada ou muito pouco, principalmente quando comparado aos aplicativos "fechados" - é uma maneira eficiente de economizar.

Aliás, o estudo conduzido por Laurie mostra que as empresas já estão usando o código aberto, principalmente nos setores de infra-estrutura de tecnologia e para substituir sistemas operacionais. No caso, 63% das empresas consultadas disseram que estão usando sistemas operacionais abertos no lugar de sistemas fechados, principalmente o Windows. No segmento de softwares de infra-estrutura, essa porcentagem chega a 75%.

"A crise financeira acabou impulsionando a adoção do software de código aberto, assim com a bolha das empresas pontocom incentivou a adoção do Linux", disse a pesquisadora do Gartner. Segundo Laurie, "a primeira leva de adoção do código aberto começou quando a bolha de internet estourou".

Segundo ela, as corporações economizam mesmo quando precisam comprar tecnologias de código aberto. Como exemplo, ela cita o Red Hat Linux, que tem versões pagas e gratuitas. "Mesmo as versões mais sofisticadas do sistema custam mais barato [que o Windows]. No final, o custo total de propriedade acaba sendo menor", disse.

Ela também rebateu o argumento de que é preciso ter profissionais altamente treinados - e que costumam cobrar mais caro por hora de trabalho - para adotar o software livre. "Com certeza (a adoção) não é gratuita... e algum treinamento é sempre necessário", afirmou. Ainda assim, ela acredita que "as companhias conseguem economizar bastante" com as aplicações livres.


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