ISO rejeita apelações contra OpenXML e deverá aprovar padrão da MS
Por IDG News Service/EUA
Publicada em 15 de agosto de 2008 às 17h06
Atualizada em 20 de agosto de 2008 às 19h25
Nova York – Apelações de Brasil, Índia, África do Sul e Venezuela são descartadas por falta de apoio mínimo entre órgãos de padronização.
A Organização Internacional de Padronização (da sigla em inglês, ISO) e a Comissão Eletrotécnica Internacional (da sigla em inglês, IEC) deram luz verde para publicar a especificação OpenXML, da Microsoft, rejeitando quatro apelações que tentavam rever a decisão.
Os conselhos técnicos tanto da ISO como da IEC aprovaram a publicação do ISO/IEC DIS 29500, nome oficial da especificação do OpenXML, afirmou a ISO nesta sexta-feira (15/08). O padrão deverá ser publicado nas próximas semanas após as organizações finalizarem os documentos, desde que não haja mais apelações contra a decisão.
De acordo com o anúncio, as apelações do Brasil, Índia, África do Sul e Venezuela não obtiveram o suporte necessário de dois terços dos membros dos Conselhos de Gerenciamento Técnico da ISO e da IEX, processo exigido para que o processo seja levado adiante.
No entanto, estes países podem ainda apelar aos conselheiros executivos da ISO e da IEC para revisão e processamento, que poderá atrasar mais a publicação da especificação.
No mês passado, executivos da ISO e do IEC recomendaram a rejeição às apelações dos países. Entre as razões pelo pedido da apelação, estão supostas violações associadas com a votação em lote realizada em fevereiro que eventualmente levou à aprovação do OpenXML em primeiro de abril.
A Microsoft enviou o OpenXML à ECMA International, outro órgão de padrões, em novembro de 2005 em um esforço para passá-lo pelo processo "fast track" enquanto o padrão rival, Open Document Format, passava pelas certificação dentro da ISO.
O processo de "fast track" e a subseqüente aprovação foi pontuada por reclamações sobre um suposto comportamento inescrupuloso pela Microsoft, a implementação falha da votação e a aprovação de definições amplas demais, o que levou Brasil, Índia, Venezuela e África do Sul a protestarem.
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