Entrevista: Linux Foundation adoraria trabalhar com a Microsoft
Por InfoWorld/EUA
Publicada em 17 de março de 2008 às 07h00
Atualizada em 17 de março de 2008 às 13h49
São Francisco - Diretor executivo da fundação diz que está aberto a colaborar com a Microsoft e aborda outros temas polêmicos do software livre.
Jim Zemlin, diretor executivo da Linux Foundation, falou a Paul Krill, editor do InfoWorld, sobre o papel da organização, Linux no desktop e no mundo móvel, sobre a abertura de protocolos anunciada pela Microsoft e sobre as perspectivas de colaborar com a empresa de Bill Gates, entre outros temas. Confira.
InforWorld: Qual o papel da Linux Foundation?
Jim Zemlin: Obviamente somos a casa de Linus Torvalds [criador do Linux]. Focamos em três áreas principais da plataforma. A primeira área é promover o Linux como solução tecnológica, em computação embutida, móvel, servidores e desktops. Nós respondemos pela competição de mercado em nome da plataforma, portanto quando os concorrentes estão espalhando medo, incerteza, e dúvida sobre o código aberto, ou se há uma falta geral de entendimento das práticas de licenças de código aberto ou práticas de governo, nossa organização desempenha o papel de educar a indústria e os usuários finais sobre esses assuntos.
Nós protegemos a plataforma ao permitir que pessoas como Linus Torvalds trabalhem como membros da fundação para que possam ser atores neutros em projetos de colaboração em massa, como o Linux. Nós gerenciamos a marca registrada Linux. Nós temos um fundo de defesa legal para a plataforma. Nós trabalhamos com o Escritório de Patentes e Marcas Registradas e em assuntos de qualidade de patentes. E, finalmente, trabalhamos para padronizar a plataforma Linux.
Que tipo de proteção legal o Linux exige? As alegações da Microsoft de que há código patenteado por eles no Linux já teve algum efeito?
Eles falaram sobre patentes que a Microsoft detém em uma série de áreas. E não revelaram quais seriam, mas de maneira geral eles sentiam que a tecnologia deles se sobrepunha à nossa. Não, nada resultou disso porque todo mundo tem patentes de tudo ultimamente em software.
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