Governo holandês quer adotar ODF como padrão, mas Microsoft contesta
Por WebWereld/Holanda
Publicada em 10 de dezembro de 2007 às 11h31
Atualizada em 10 de dezembro de 2007 às 16h07
Amsterdã - Legislativo pode tornar ODF padrão em agências governamentais, mas Microsoft Holanda faz lobby contra a decisão.
Uma proposta legislativa que pode instituir o uso do padrão Open Document Format (ODF) em toda a Holanda despertou reações contrárias da Microsoft.
Na próxima quarta-feira (12/12), o parlamento vai discutir um plano para tornar o ODF obrigatório nas agências governamentais. O plano tem como meta adotar padrões abertos sempre que possível e deve custar 8,45 milhões de euros, que serão gastos entre 2008 e 2011.
A obrigatoriedade do uso do ODF, no entanto, pode desqualificar a Microsoft como fornecedor. A empresa adota como padrão o formato próprio OpenXML, que ainda precisa ser aprovado pela Organização Internacional de Padronização, a ISO.
A Microsoft Holanda iniciou um forte lobby para tentar impedir os planos. A companhia argumenta que a decisão é muito estreita ao definir o ODF como padrão em vez de aceitar padrões abertos em geral.
O gerente geral da Microsoft Holanda disse que teme que a decisão - que ainda não foi aprovada - possa levar à discriminação de produtos da empresa, como o pacote Office e a linguagem de programação .Net, embora eles sejam alternativas com custos competitivos aos produtos que utilizam ODF.
A decisão também afetaria os parceiros de negócios locais. “Há um ecossistema em torno dos nossos produtos que emprega 170 mil pessoas. Elas prestam todo tipo de serviços”, disse Rinsema.
A OpenDoc Society, organização que promove a adoção do ODF, diz que a Microsoft está exagerando na reação.
Segundo a organização, a escolha do ODF não exclui ninguém. De acordo com Ruud Vriens, CEO da RedNose e membro fundador da OpenDoc Society, plug-ins desenvolvidos por empresas como a Sun Microsystems permitem o uso do ODF no Office 12.
A Microsoft e a Novell também estão trabalhando em plug-ins para assegurar a compatibilidade.
“O plano não tem a ver com a Microsoft, tem a ver com garantir a disponibilidade perpétua de dados sem qualquer obstáculo”, disse Vriens.
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