África do Sul, Holanda e Coréia do Sul adotam o padrão ODF
Por Computerworld/EUA
Publicada em 22 de novembro de 2007 às 15h42
Atualizada em 22 de novembro de 2007 às 16h13
Framingham - Enquanto o formado da Microsoft permanece no limbo da ISO, os três países adotaram o formato ODF.
Ministérios governamentais e serviços estaduais da Holanda vão começar a adicionar suporte ao padrão Open Document Format (ODF) em abril de 2008, segundo um relatório divulgado pela ODF Alliance, organização mundial que pretende estimular a adoção do ODF como padrão oficial de documentos. Todas as outras organizações do governo daquele país vão seguir a decisão até dezembro de 2008.
O padrão rival desenvolvido pela Microsoft, o Open XML não foi aprovado pela ISO, enquanto o ODF conseguiu a certificação da instituição em 2006.
De maneira semelhante, a África do Sul divulgou as diretrizes de adoção do ODF como padrão de documentos para o país. De acordo com Aslam Raffee, CIO do Departamento de Tecnologia do governo da África do Sul, o país é o primeiro na África a apoiar o formato aberto de documentos, definindo o ODF como o padrão para troca de documentos entre as agencias governamentais.
Marino Marcich, diretor executivo da ODF Alliance, comentou: “Estamos muito felizes com a decisão”.
Já na Coréia do Sul, a agência governamental de tecnologia aprovou o ODF como o padrão nacional meses atrás. Marcich admite que a decisão da agência não obriga que todas as agências do governo usem ODF, mas diz que “deve gerar pressão” com profissionais no momento de decidir qual formato ou formatos a suportar.
Pelas contas da ODF Alliance, 13 nações criaram regras ou leis a favor do ODF e em detrimento dos formatos da suíte de produtividade Microsoft Office e também ao Open XML. Entre elas estão: Rússia, Malásia, Japão, França, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Alemanha e Noruega.
Não há movimento similar nos Estados Unidos, ainda que em discurso na sede do Google o possível candidato do partido democrata Barack Obama clamou que as informações devam ser guardadas em “formatos acessíveis universalmente”.
“Acreditamos que vários governos e outras organizações vão continuar procurando o Open XML para atender as suas necessidades por que foi criado para ser compatível com bilhões de documentos existentes”, escreveu Tom Robertson, gerente geral de interoperabilidade e padrões da Microsoft, em e-mail. “Pessoas e organizações usam informações de diversas formas e devem ter a opção de escolher o formato que atende melhor as necessidades deles”.
Microsoft espera pela decisão da ISO em fevereiro, que pode certificar o Open XML como um padrão aberto similar ao ODF. Um resultado positivo para a empresa pode prevenir que outros governos rejeitem o Microsoft Office em busca de alternativas abertas como OpenOffice.
Sobre a decisão de uma das entidades que defendiam o ODF, a Open Document Foundation, ter decidido em outubro que não apoiaria mais o formato em favorecimento de um novo padrão chamado Compound Document Format (CDF), Marcich da ODF Alliance afirma que “[a decisão] não terá nenhum efeito sobre a aliança ou sobre a adoção do ODF”.
O padrão rival desenvolvido pela Microsoft, o Open XML não foi aprovado pela ISO, enquanto o ODF conseguiu a certificação da instituição em 2006.
De maneira semelhante, a África do Sul divulgou as diretrizes de adoção do ODF como padrão de documentos para o país. De acordo com Aslam Raffee, CIO do Departamento de Tecnologia do governo da África do Sul, o país é o primeiro na África a apoiar o formato aberto de documentos, definindo o ODF como o padrão para troca de documentos entre as agencias governamentais.
Marino Marcich, diretor executivo da ODF Alliance, comentou: “Estamos muito felizes com a decisão”.
Já na Coréia do Sul, a agência governamental de tecnologia aprovou o ODF como o padrão nacional meses atrás. Marcich admite que a decisão da agência não obriga que todas as agências do governo usem ODF, mas diz que “deve gerar pressão” com profissionais no momento de decidir qual formato ou formatos a suportar.
Pelas contas da ODF Alliance, 13 nações criaram regras ou leis a favor do ODF e em detrimento dos formatos da suíte de produtividade Microsoft Office e também ao Open XML. Entre elas estão: Rússia, Malásia, Japão, França, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Alemanha e Noruega.
Não há movimento similar nos Estados Unidos, ainda que em discurso na sede do Google o possível candidato do partido democrata Barack Obama clamou que as informações devam ser guardadas em “formatos acessíveis universalmente”.
“Acreditamos que vários governos e outras organizações vão continuar procurando o Open XML para atender as suas necessidades por que foi criado para ser compatível com bilhões de documentos existentes”, escreveu Tom Robertson, gerente geral de interoperabilidade e padrões da Microsoft, em e-mail. “Pessoas e organizações usam informações de diversas formas e devem ter a opção de escolher o formato que atende melhor as necessidades deles”.
Microsoft espera pela decisão da ISO em fevereiro, que pode certificar o Open XML como um padrão aberto similar ao ODF. Um resultado positivo para a empresa pode prevenir que outros governos rejeitem o Microsoft Office em busca de alternativas abertas como OpenOffice.
Sobre a decisão de uma das entidades que defendiam o ODF, a Open Document Foundation, ter decidido em outubro que não apoiaria mais o formato em favorecimento de um novo padrão chamado Compound Document Format (CDF), Marcich da ODF Alliance afirma que “[a decisão] não terá nenhum efeito sobre a aliança ou sobre a adoção do ODF”.
Eric Lai, editor do Computerworld, de Framingham.
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