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20 de setembro de 2009
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Aplicações

Multicorpos produz simulador de robô submarino para a exploração de petróleo

Por Redação do IDG Now!*

Publicada em 26 de outubro de 2007 às 08h20

São Paulo - Simulador será utilizado para capacitar operadores de veículos usados em operações de manutenção e instalação de plataformas.

Está concluído o primeiro protótipo de um simulador de robô submarino utilizado para a exploração de petróleo em águas profundas desenvolvido pela Multicorpos, empresa incubada na Fundação Parque de Alta Tecnologia São Carlos (ParqTec), no interior paulista. O modelo comercial deverá estar pronto em 2010, depois de passar por todas as fases de validação tecnológica.

O simulador será utilizado para capacitar operadores de veículos operados remotamente – ROVs, de Remotely Operated Vehicle, na sigla em inglês – em operações de manutenção e na instalação de plataformas de extração do óleo.

Os ROVs são submergíveis não-tripulados que, presos ao navio na superfície, recebem comandos de movimentação para que o operador colha informações e sinais dos sensores e câmeras instaladas no equipamento. Nos campos de extração no Brasil, os ROVs ficam em profundidades que variam entre mil e 2 mil metros.

Ao ser instalado em computador, o simulador fornece imagens das câmeras do ROV para que o operador manipule virtualmente o equipamento por meio de joysticks. De acordo com Marcelo Prado, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Multicorpos, como o sucesso da missão depende diretamente da experiência do indivíduo, o simulador permitirá o treinamento dos operadores em situações próximas às reais.

“Os ROVs têm custo operacional de cerca de 150 mil dólares por dia, o que inviabilizaria sua utilização para treinamento. A Petrobras tem dezenas deles em operação no Brasil e chega a gastar mais de US$ 60 milhões por mês na manutenção e em aluguéis do equipamento”, disse o engenheiro mecânico à Agência FAPESP.

Com as simulações, o objetivo é reduzir o custo e baratear a exploração de petróleo em águas profundas, sendo que as missões poderão ser realizadas mais rapidamente, em até metade do tempo. “Cálculos preliminares indicam ser possível economizar até 60% nas missões de maior grau de complexidade”, disse Prado.

“Além disso, serão bem menores os riscos de acidentes que podem levar a desastres ambientais em decorrência de vazamento de petróleo. As simulações também permitirão que os ROVs não sejam danificados. Modelos mais sofisticados desse equipamento chegam a custar até 3 milhões de dólares”, afirmou Prado.

A parceria com a Petrobras levou o foco do projeto a ser expandido para outros tipos de aplicação. Além do treinamento e capacitação de operadores, o software também deverá ser utilizado no desenvolvimento de novas ferramentas que serão acopladas nas pontas dos braços mecânicos do ROV. “Esse é um novo nicho de mercado que ainda estamos estudando com a Petrobras”, disse o pesquisador.

*Com informações da Agência Fapesp.

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