Microsoft amplia Windows Genuine Advantage para corporações
Por Computerworld/EUA
Publicada em 03 de outubro de 2007 às 13h03
Atualizada em 03 de outubro de 2007 às 18h53
Framingham - Programa que verifica licenças irregulares do Windows XP Pro em grandes companhias já conta com versões similares no Brasil.
A Microsoft Corp. ampliou sua campanha de combate à pirataria, lançando um programa voltado a grandes clientes que precisam "entrar na legalidade" após terem verificado o uso de softwares falsificados ou instalados ilegalmente nas organizações.
O programa Get Genuine Windows Agreement (GGWA), anunciado na segunda-feira (01/10), espera eliminar uma brecha na estratégia antipirataria da Microsoft, afirmou Cori Hartje, diretora da iniciativa de identificação de cópias ilegais do sistema operacional Windows ou uso de softwares não-licenciados pela companhia, que entrou em prática há 18 meses.
"Consumidores que foram identificados por rodarem versões falsas do Windows podem simplesmente clicar em um botão e adquirir a cópia legalizada. Mas ainda não tínhamos uma maneira adequada de direcionar isso da mesma forma para grandes clientes, especialmente por meio do canal [de vendas]", detalhou Hartje.
No Brasil, a Microsoft não pretende aplicar o GGWA porque já oferece duas soluções de regularização muito similares para empresas, informa Alexandre Leite, gerente geral da divisão de Windows da Microsoft Brasil.
Por meio do Programa de Regularização de Software, empresas de todos os portes podem adquirir licenças legais do Windows XP Pro pelos pacotes Get Genuine Solution e Get Genuine Kit. "O primeiro é baseado em uma versão de licenças por volume. O segundo é mais voltado a pequenas empresas que pode ser adquirido na versão de uma ou dez licenças e já está a disposição no Brasil há vários meses", explica Leite.
A Microsoft Brasil também oferece, por meio de parceiros, um serviço de gerenciamento de auditoria de software, chamado Software Audit Management (SAN) para que as empresas identifiquem a regularidade das licenças instaladas em suas máquinas.
Cori Hartje ressaltou que o sistema do GGWA também se aplica a máquinas adquiridas sem sistema operacional, que possam ter instalações ilegais do Windows.
"Os acordos comuns de licenciamento por volume, como o Select Agreement ou o Enterprise Agreement oferecem atualizações disponíveis para aquisição, então deve haver uma licença adequada do Windows pré-instalada na máquina para permitir os upgrades", explica Hartje.
O GGWA amplia os já existentes pacotes Get Genuine Kit (GGK), que contam com uma ou dez licenças do XP Pro, mas inclui novas funções que não deixam o GGK camuflado.
Segundo informações da Microsoft, o GGWA solicita que os clientes assinem um acordo de legalização e se comprometam a legalizar todos os PCs que não estiverem adequados ao licenciamento da Microsoft. O acordo ainda conta com uma "cláusula de auditoria", que deve ser similar à existente no acordo de licenciamento de volume Open Value. A cláusula, neste caso, permite que a Microsoft solicite uma auditoria interna para checar todos os softwares de sua marca usados pela organização.
O novo programa oferece licenças para o Windows XP Professional e não para o Vista, segundo ela, por conta do uso mais amplo do XP. "Ele tem uma grande base instalada e é onde as empresas estão descobrindo os PCs que não estão adequados."
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