ODF vira norma brasileira até fim do ano
Por Camila Fusco, repórter do Computerworld
Publicada em 06 de setembro de 2007 às 11h31
São Paulo - Segundo a ABNT, a previsão é que dentro de três meses a norma já esteja pronta.
O padrão Open Document Format (ODF), já formalizado internacionalmente pela ISO para planilhas e documentos no final do ano passado, também será oficializado como norma brasileira (NBR).
Segundo Eugenio Guilherme Tolstoy De Simone, diretor de Normalização da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o trabalho de preparação está em andamento e a previsão é que dentro de três meses já esteja pronto para o lançamento no País.
A norma brasileira para ODF será inspirada na ISO/IEC 26.300. O padrão internacional propôs que, para abrir e usar arquivos de computador, os usuários não ficarão dependentes de um único produto.
O ODF atualmente é defendido por empresas e organizações como Red Hat, Novell, 4Linux, ODF Alliance, IBM, Sun Microsystems, Corel, entre outras. Apoiadores do padrão têm travado uma verdadeira batalha contra o OpenXML, idealizado pela Microsoft. Isso porque, alegam, quanto mais padrões existirem para um determinado tema, maior é a complexidade e o investimento desnecessário.
“A Microsoft tem defendido o lema do: ‘quanto mais padrão melhor’, mas a história não tem mostrado que isso é bom. Quem tem dois padrões, na verdade não tem padrão nenhum”, comenta Jomar Silva, diretor do capítulo nacional da ODF Alliance.
“Costumo comparar com o padrão de energia elétrica no Brasil, o 110V e o 220V. Imagine que você more em um lugar onde só utilize o 110V e sempre que comprar eletrodoméstico vai pagar também por um conversor de voltagem. Na prática isso mostra que não são poucos os casos de consumidores que compraram um equipamento junto com seu eletrodoméstico e não usaram. É o mesmo caso de ter vários padrões nos documentos”, ressalta.
Na primeira etapa do processo da ISO, entretanto, não houve aprovação do OpenXML. O padrão não atingiu os 66,6% de votos favoráveis e menos de 25% de rejeição, conforme era necessário. A Microsoft, porém, não considera o resultado uma derrota, porque esta “não é uma etapa decisiva”, em sua avaliação.
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