Empresas podem reduzir o consumo de energia nos data centers
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 05 de julho de 2007 às 07h05
São Paulo - Reduzir custos com energia é uma das prioridades no mundo corporativo. Saiba porque a economia é importante e como é possível fazê-la.
Se a economia de energia sempre foi uma preocupação para o bolso das empresas, com o despertar do setor de tecnologia para questões como o aquecimento global e o futuro das fontes de energia esgotáveis, tornar os data centers mais eficientes energeticamente tornou-se uma prioridade de fato.
Recentemente, uma aliança reunindo grandes nomes da indústria de tecnologia, como Google, Microsoft, Intel, AMD, HP, IBM, Sun e Dell, entre outros, anunciou um esforço conjunto, a chamada Climate Savers Computing Initiative, que tem entre suas metas a melhoria da eficiência de energia dos equipamentos eletrônicos.
De acordo com dados do projeto, até 2010 metade das 2 mil maiores empresas do mundo, segundo o ranking global da Forbes, vão gastar mais com energia do que com computadores e servidores. Segundo o Gartner, os gastos com energia podem subir da média atual, que é de 10% do orçamento de uma grande empresa, para 50% do total em poucos anos.
Parte do problema consiste no fato de que o aumento de performance dos computadores nas últimas décadas veio associado a um proporcional aumento na emissão de calor e, por conseqüência, na demanda por resfriamento - que também consome energia.
Segundo estimativa dos fornecedores, entre 25% e 30% dos custos de um data center, em média, vêm de gastos de energia, sendo mais de 60% referentes a resfriamento. “Em algumas empresas, o gasto com energia chega a representar 50% dos custos do data center”, comenta Maurizio Niccolai, gerente de marketing de soluções da HP Brasil. Segundo dados da IDC, para cada dólar gasto com hardware mais 50 centavos são gastos com energia.
“Na hora de comprar um servidor, as empresas precisam levar em conta os gastos com energia e manutenção. No Brasil, os custos com energia subiram com o ‘apagão’, mas não voltaram a cair quando o problema foi contornado”, argumenta Silvio Pereira, gerente de práticas de sistemas da Sun.
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