UFMG cria ambiente simplificado de realidade virtual voltado a mutirões
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 03 de julho de 2007 às 08h49
Atualizada em 03 de julho de 2007 às 10h39
São Paulo - Realidade virtual facilita a compreensão espacial de projetos arquitetônicos e permite que a comunidade participe mais do processo.
Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG) está desenvolvendo um ambiente simplificado de realidade
virtual direcionado a projetos arquitetônicos participativos, os chamados mutirões.
O ambiente de realidade virtual é um recurso eficaz para facilitar a compreensão espacial de projetos arquitetônicos. Se fosse aplicado em mutirões, um sistema desse tipo poderia garantir que as comunidades participassem não apenas da construção, mas também do planejamento de suas futuras casas.
Mas, até agora, os sistemas que utilizam a imagem projetada para reproduzir ambientes imersivos, como as Cave Automatic Virtual Environments (Cave), são altamente sofisticados e caros.
Depois de dois anos de pesquisa, a equipe do Laboratório Estúdio Virtual de Arquitetura (EVA), no departamento de Projetos da Escola de Arquitetura da UFMG, superou uma série de entraves tecnológicos e criou novas interfaces digitais para os ambientes imersivos que possibilitam a interação do usuário.
De acordo com a coordenadora do EVA, Maria Lucia Malard, o protótipo do novo sistema foi aprovado em testes de laboratório. “Ainda em junho vamos realizar novos testes com moradores da Associação dos Sem-Casa (Asca), de Belo Horizonte”, disse à Agência FAPESP.
A alternativa de baixo custo teve como referência o trabalho do Laboratório de Ambientes Imersivos, da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. “A proposta norte-americana tem um custo elevado demais para os podrões brasileiros. Mas, a partir dela, fizemos uma série de simplificações tecnológicas para substituir os equipamentos mais caros”, explicou Maria Lucia.
Batizado como Ambiente de Imersão de Tecnologia Simplificada (AIVTS), o sistema foi montado com dois computadores, duas câmeras de vídeo, dois projetores de dados com filtros polarizadores e óculos polarizados para para visualizar a projeção em 3D.
“Os projetores são ligados nas duas saídas de vídeo, sendo que cada um projeta a imagem de um dos olhos. As lentes, ou filtros polarizadores, são adaptadas nos projetores. Os óculos permitem que cada olho veja apenas uma das imagens projetadas, fazendo com que o cérebro simule a profundidade”, disse Maria Lucia.
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