Projeto de Lei define documentos em padrões abertos para Nova York
Por Eric Lai, para o Computerworld*
Publicada em 08 de junho de 2007 às 12h23
Framingham - Idéia é demandar que as agências de todo o estado analisem a viabilidade do novo modelo; ainda não há uma data que obrigue a mudança.
O estado de Nova York, nos Estados Unidos, estuda adotar documentos no padrão aberto para seus órgãos públicos.
O projeto de lei que demanda a análise dos gestores de TI das diversas agências do governo do estado de Nova York, Estados Unidos, para documentos com padrões abertos (Bill A08961) é de autoria de RoAnn M. Destito, deputada democrata, e está aguardando aprovação da assembléia pelo comitê de operações governamentais, chefiado pela própria deputada.
Nova York seria o mais novo estado dos Estados Unidos a indicar a preferência por padrões de documentos abertos, como os propostos pela organização Open Document Format para aplicativos de negócios. Além dele, os estados de Connecticut, Florida, Texas, Oregon e Califórnia também mostraram interesse nos documentos abertos, mas voltaram atrás depois de pesado lobby da Microsoft e seus aliados.
Apenas Minnesota aprovou um projeto de lei demandando padrões abertos ainda em 2007, mas de maneira muito mais restrita do que a proposta original. Assim como o projeto de Nova York, a medida de Minnesota apenas demanda uma análise do departamento de TI das agências estaduais. A idéia original era que estas agências usassem formato baseado em XML a partir de julho de 2008.
Já Massachusetts é o único estado que criou uma política demando o uso de documentos com padrões abertos em decisão feita em 2005. Na prática, o estado já utiliza o padrão ODF em vez das soluções proprietárias da Microsoft desde o início de 2007. O impacto da mudança foi limitado à questões políticas e técnicas e, no ano passado, representantes do governo do estado afirmam que estão planejando a adoção de um plug-in no Microsoft Office que permitiria salvar os arquivos em padrão ODF.
O projeto de lei de Nova York pede que os gestores de tecnologia examinem como os documentos do governo podem ser criados e mantidos “de uma forma que encoraje um controle apropriado do governo, assim como acesso, escolha, interoperabilidade e neutralidade do fornecedor”.
A movimentação de Nova York não é completamente inesperada. A IBM, maior apoiadora da aliança ODF, está baseada no estado. Países como Bélgica, Dinamarca, França e Noruega já adotaram ou estão adotando padrões em ODF.
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