Red Hat e IBM começam parceria em mainframe no Brasil
Por Taís Fuoco, editora do Computerworld.
Publicada em 25 de maio de 2007 às 14h47
Atualizada em 25 de maio de 2007 às 16h04
São Paulo - Acordo anunciado no dia 9 de maio começa com integração de equipes de suporte no Brasil, segundo os executivos locais.
A partir desta sexta-feira (25/05), começa de fato a parceria entre Red Hat e IBM na área de mainframes anunciada no dia 09 de maio em nível global. A partir de hoje, as equipes locais das duas companhias passam a integrar esforços tanto de comercialização como de desenvolvimento.
O laboratório Linux Technology Center que a IBM mantém no Brasil já é o maior fora o dos Estados Unidos, de acordo com Haroldo Hoffmann, executivo de iniciativas estratégicas da IBM.
A companhia tem hoje seis laboratórios como esse, com um total de mais de 600 pesquisadores. No Brasil, onde ele foi montado em parceria com a Unicamp, o número passou de 12 para 60 profissionais desde 2004. "Eles atuam em melhorias do kernel, segurança e interoperabilidade", explicou, em entrevista ao Computerworld.
Segundo ele, o anúncio da parceria com a Red Hat em mainframes mostra "a maturidade da adoção" de software livre no ambiente corporativo. Alejandro Chocolat, country manager da Red Hat no Brasil, afirma que esse novo acordo só amplia a "parceria estreita" que a companhia tem com a IBM. "Somos parceiros do lado técnico, comercial e mesmo político", afirma.
Os times de suporte começam a trabalhar de forma unificada a partir de hoje. A idéia é que os clientes recebam "a mesma expertise das duas companhias". Setores como governo, instituições financeiras e algumas indústrias são hoje os maiores usuários de mainframe.
"A tendência de consolidação de servidores e virtualização acaba por chamar a atenção para o mainframe", afirma Hoffmann.
Segundo ele, a decisão de incluir a Red Hat na parceria não significa um exclusão da Novell, com quem a IBM também tem parceria em Suse Linux. "O importante é ter opções para que o cliente escolha o que for melhor para ele. Há espaço para todos", afirmou.
"A Red Hat, por definição, não trabalha com exclusividade. Somos da comunidade de open source", acrecentou Chocolat.
Segundo Hoffmann, existem hoje mais de 2 mil distribuições de Linux em todo o mundo, mas a IBM escolheu essas duas "por sua solidez como empresas, roadmap de produtos e objetivos claros", afirmou.
"O acordo está focado em levar maior valor ao usuário de mainframe e facilitar a vida do gestor de tecnologia", acrescentou o executivo da IBM.
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