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08 de julho de 2009
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Software Livre

OpenOffice.org classifica atitude da Microsoft como “ato de desespero”

Por Gregg Keizer, para o IDG Now!*

Publicada em 14 de maio de 2007 às 19h13

Framingham - Microsoft declarou que o OpenOffice rompe 45 de suas patentes. Empresa, contudo, não explicou quais foram as violações.

O OpenOffice.org classificou como “ato de desespero” a declaração da Microsoft que a suíte de aplicação de código aberto viola 45 de suas patentes. Contudo, não foram explicadas quais seriam as patentes violadas.

“Não entendo o que motivou a Microsoft a se arriscar tanto com uma posição que só serve para desviar tanto clientes quanto milhões de pessoas que utilizam o Linux”, declarou um dos gerentes do OpenOffice.org, Louis Suarez-Potts.

> Leia entrevista com Louis Suarez-Potts

Em entrevista à Fortune, o conselheiro geral da Microsoft, Brad Smith, falou sobre a posição da empresa. Durante a entrevista, Smith disse que o OpenOffice.org, alternativa de código aberto ao próprio Office da Microsoft, viola aproximadamente 45 patentes. Smith não especificou quais patentes a Microsoft acredita terem sido violadas pelas aplicações.

O OpenOffice, que está disponível tanto para o Windows quanto para o Linux, pode ser baixado e utilizado gratuitamente. Uma versão para a interface Mac OS X Aqua da Apple deve ser disponibilizada para testes ainda este ano. O Microsoft Office 2007, enquanto isso, é lançado em versões para o Windows e o Mac OS X. Os pacotes custam a partir de 149 dólares.

“Este é um ato extraordinário e desesperado”, declara Suarez-Potts, que trabalha para a empresa canadense Collaborative Network Technologies. “Creio que haverá troco. A Microsoft está se armando contra o código aberto.”

Suarez-Potts viu evidências de que o ataque se aproximava no foco da Microsoft sobre o GPLv3, a 3° versão da Fundação de Licenças Públicas para Softwares Gratuitos. “O último rascunho do GPLv3 pretende romper a ponte existente entre tecnologias proprietárias e de código aberto que a Microsoft trabalhou para construir com a indústria e clientes”, diz Suarez-Potts.

Mas o OpenOffice sequer utiliza a licença GPL. A licença utilizada é o LGPL (Licença GNU para o Público Geral).

O único conflito entre a Microsoft e o OpenOffice.org até então era a respeito de formatos de documentos, com o empurrão formal do Open XML e a tardia promoção do ODF (Formato de Documento Aberto).

*Gregg Keizer é editor do Computerworld em Framingham

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1 comentário(s)
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Carlos - 15 Mai 2007, 14h25

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