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19 de setembro de 2009
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O que fazem os quatro maiores supercomputadores brasileiros

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

Publicada em 10 de maio de 2007 às 07h00
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A localização de reservas de petróleo é uma ciência multidisciplinar, segundo Monnerat, mas uma das ferramentas utilizadas pelos especialistas para desempenhar esta tarefa é o mapeamento sísmico.

De acordo com o consultor, para mapear o terreno submarino onde se localizam as principais reservas brasileiras de petróleo, navios equipados com espécies de microfones submarinos - os hidrofones - percorrem a área a ser mapeada.

São geradas então por meio de tiros de pressão - Monnerat conta que no passado se usava dinamite para esta tarefa - ondas mecânicas de som que, parcialmente refratadas, voltam à superfície e são medidas por equipamentos especiais.

Com estas informações armazenadas em fitas magnéticas em mãos, os especialistas entram em ação para transformar os dados em algoritmos para o processamento paralelo. No supercomputador, eles são transformados em relatórios que revelam as possíveis fontes de petróleo. “Muito grosseiramente, é como se fizéssemos uma ultrasonografia da terra”, compara Monnerat.  

A equipe de operações que supervisiona as supermáquinas conta com pelo menos 10 pessoas que se alternam para mantê-las funcionando em 24x7, mais dois especialistas em Linux - o cluster é baseado no sistema operacional de código aberto - e um especialista em processamento paralelo. Além disso, a Petrobrás conta com um time de doutores que reúnem conhecimentos em informática e geofísica, responsáveis por criar os algoritmos que rodam no supercomputador.

De acordo com Monnerat, na próxima edição do ranking, a Petrobrás deve ganhar mais uma posição - potencialmente a de maior supercomputador brasileiro - entre 500 maiores computadores do mundo, com um novo cluster composto de 4600 processadores e 9 Terabytes de memória, que já está em funcionamento.

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1 comentário(s)
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Marcio - 27 Jun 2007, 10h09

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