Linux no ambiente corporativo funciona?
Por Redação do Computerworld
Publicada em 25 de abril de 2007 às 08h51
Atualizada em 18 de julho de 2008 às 09h42
A realidade não é bem assim...
No terceiro dia, Sharon descobriu a primeira aplicação da qual sentiria falta desesperadamente: a NoteTab Pro, editor baratinho de texto HTML utilizado há anos. Ela tem um menu elegante com comandos de um clique para tudo a partir de etiquetas HTML e links para mudança de textos, união de linhas, aspas e correção de ortografia.
“Estou ciente de que existem editores de textos mais puros por aí, mas a interseção de funções que o NoteTab oferece é tudo o que eu preciso no meu trabalho. Quando eu testei um documento do Word no OpenOffice, vi que ele funcionava bem e que eu poderia fazer alguns comandos de edição por ali. Mas sem o NoteTab, não tenho uma forma automatizada de extrair a formação do Word e adicionar os códigos HTML que desejo”, relata.
Segundo ela, uma máquina virtual de Windows rodando no seu sistema permitiria a execução do NoteTab. Mas no teste, porém, a idéia seria viver totalmente em ambiente Linux, evitando os custos de um segundo sistema operacional.
Diante do dilema, a diretora recorreu ao CrossOver Linux Professional, da CodeWeavers, que permite a execução de softwares para Windows em Linux sem necessitar de licenças ou instalação do sistema operacional da Microsoft. O CrossOver é baseado no projeto de código aberto Wine e promete executar programas Windows baseados no Windows Application Programming Interface.
Sharon chegou a comemorar quanto o NoteTab Light, versão aberta do NoteTab, pareceu funcionar bem, mesmo sem que o programa fosse listado entre aqueles oficialmente suportados pelo CrossOver. “Foi especialmente empolgante quando vi na tela a mensagem: ‘simulando reinício do Window”, diz.
Por outro lado, a versão profissional mais robusta, nem sequer abre. E a light pareceu um tanto frágil quando tentei adicionar meus scripts. Existem outras falhas pequenas irritantes. Na maior parte das vezes, não houve opção para salvar durante o trabalho em um documento. Também existiram falhas de tempos em tempos quando tentei posicionar meu cursor em um documento e clicar em “selecionar tudo”.
A partir de então, começou a jornada da executiva em busca de um editor de texto para HTML. O Komodo Edit, da ActiveState, prometia boas coisas, e tinha macros graváveis e também programáveis. O ponto fraco? Destinado aos desenvolvedores, não jornalistas, e não incluía funcionalidades necessárias como checagem de grafia.
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