Entrevista: para onde caminha o pacote de aplicativos OpenOffice?
Por Daniela Braun editora do IDG Now!
Publicada em 18 de abril de 2007 às 07h00
Atualizada em 18 de abril de 2007 às 16h24
São Paulo - Gerente de comunidades do OpenOffice, Louis Suarez-Potts, fala sobre o futuro do pacote de produtividade e a disputa com o Open XML.
Em quase sete anos de existência, o OpenOffice registrou 60 milhões de downloads somente de seu site principal. E 90% são feitos por usuários do sistema operacional da Microsoft. A versão brasileira, BrOffice soma 90 terabytes em downloads, o equivalente a 150 mil CDs repletos de OpenOffices, sendo que 75% destinam-se a computadores com Windows.
Na avaliação de Louis Suarez-Potts, gerente de desenvolvimento comunitário do projeto OpenOffice.org, que esteve no Brasil durante o FISL 8.0, são necessários dois passos para se juntar à comunidade de software livre. O primeiro é usá-lo e, quanto a isso, o pacote de produtividade considerado o maior projeto único de código aberto parece não ter do que reclamar. O segundo é dar continuidade por meio de desenvolvimento.
De fato, usar o software livre ajuda a criar um ecossistema e dar credibilidade ao pacote de cinco softwares cujo núcleo é mantido, atualmente, por cerca de 200 desenvolvedores principais de colaboradores como Novell, Google, Intel e RedHat, coordenados pela Sun Microsystems.
Nesta entrevista, o embaixador do OpenOffice também avalia a pirataria de software, a tática da Microsoft para expandir o uso do padrão concorrente ao ODF (Open Documento Format) e o futuro do OpenOffice.
No final da sua apresentação você fez um apelo para que os usuários mantenham o OpenOffice.org vivo. Ele corre algum perigo?
Louis Suarez-Potts: Fui um pouco dramático (risos). Mas há dois passos para se juntar à comunidade open source. O primeiro é usá-lo. Você, por exemplo, pode usar o Firefox, mas não contribuir com ele. O segundo é assegurar que o software [livre] esteja lá no ano que vem. Do contrário, o que você está seguindo não é a lógica da continuidade, mas a da cultura do commodity, que é depender de coisas das quais você não tem conhecimento ou não tem profundo conhecimento, e apenas comprá-las.
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