Entrevista: Brasil deve ser referência em software livre nos próximos anos
Por Camila Fusco, repórter do Computerworld
Publicada em 12 de abril de 2007 às 13h33
Atualizada em 12 de abril de 2007 às 14h51
Porto Alegre - Coordenador do Fórum Internacional de Software Livre 8 diz que qualidade de programadores locais deve ser chave para crescimento.
O Brasil tem potencial para estar entre os dez países referência em
software livre em um horizonte de cinco anos, o que deve ser fomentado
especialmente pela qualidade de seus desenvolvedores e técnicos
envolvidos no assunto. Essa é a percepção de Sady Jacques,
coordenador-geral da Associação Software Livre.org, uma das
organizadoras do Fórum Internacional de Software Livre (FISL), que
realiza sua oitava edição nesta semana em Porto Alegre (RS).
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Na avaliação do executivo, esse movimento de reconhecimento da qualidade do profissional brasileiro já começou, e o País começa a despontar como pólo exportador de talentos nessa área. Em entrevista exclusiva ao COMPUTERWORLD, Jacques comenta as perspectivas para o código aberto no Brasil e também detalha as expectativas sobre o FISL 8.0, que acontece até o próximo sábado (14/04) e espera reunir até 7 mil pessoas. Leia os principais trechos:
Desde a primeira versão do Fórum Internacional de Software Livre, oito anos atrás, o que mudou para a edição atual?
Sady Jacques –
Podemos dizer que houve um amadurecimento no processo. Iniciamos
naquela época tentando criar um espaço de interlocução, um movimento
que envolvia usuários, desenvolvedores, universitários, enfim, um
conjunto de pessoas que estavam começando a desenvolver software livre
e não tinha espaço mais organizado para fazer uma celebração. Esse
espaço vem cumprindo a função desde então e, mais recentemente, vem
procurando dar conta de uma série de demandas que o relacionamento com
o conceito de software livre acaba construindo, como questões sobre o
que fazer com o código desenvolvido e como torná-lo economicamente
viável. Esse amadurecimento produz resultados práticos. Antes tínhamos
em fase incipiente um sistema operacional para desktops e hoje temos
uma série de opções. O código aberto se aprimorou, está mais
competitivo. E é por essa competitividade que podemos conversar de
forma mais objetiva sobre os resultados.
Pode-se entender então que o fórum está mais profissional e tem sido
encarado por muitas empresas como centro gerador de negócios?
Acredito que sim. Para as grandes empresas as oportunidades nascem
justamente da percepção desses movimentos de popularização do código
aberto. A partir da demonstração de interesse do mercado. Por seu lado,
esses players têm visto que cada vez mais o segmento de software livre
se caracteriza como uma alternativa viável de negócios.
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