Evento de software livre reúne gigantes da área de tecnologia
Por Camila Fusco, repórter do Computerworld
Publicada em 11 de abril de 2007 às 17h51
Atualizada em 11 de abril de 2007 às 17h53
São Paulo - IBM, Google e Sun aproveitam o Fórum Internacional de Software Livre para se aproximar da comunidade e reforçar suas estratégias.
Quem observar a estrutura atual do Fórum Internacional de
Software Livre, que acontece a partir desta quinta-feira (14/04), em Porto Alegre (RS), e
compará-la com sua primeira edição – realizada oito anos atrás – certamente
perceberá que além de crescer expressivamente em número de participantes, o
evento vem ganhando contornos razoavelmente diferentes daqueles propostos
inicialmente. Isso porque, ano após ano, o evento tem atraído não só
desenvolvedores independentes ou entusiastas da tecnologia aberta, mas sim,
grandes empresas da TI mundial. De acordo com Sady Jacques, coordenador geral da Associação Software Livre.org, uma das organizadoras do evento, a explicação está, sobretudo, na dimensão que as plataformas de código aberto vêm ganhando no País, inclusive no segmento corporativo. “O software livre está deixando para trás aquela idéia de que é algo incerto, sem garantias de suporte. Isso faz com que mais empresas olhem para ele como alternativa às plataformas tradicionais e, com isso, os fornecedores também se interessam cada vez mais”, comenta.
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E as oportunidades resultantes do evento não se traduzem necessariamente em vendas ou parcerias comerciais. Quem circular neste ano pelos corredores do FISL poderá ver, por exemplo, um Google em busca de conhecimento – engenheiros com conhecimento no código aberto e também administradores de sistemas Linux/Unix, como um primeiro passo para a criação de um time de administradores de Sistemas no Brasil.
Além disso, conforme aponta Berthier Ribeiro Neto, diretor de Engenharia do
Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Google, em Belo Horizonte, o
buscador levará um time de cerca de 12 pessoas para apresentar os projetos em
código aberto realizados internamente. “Queremos passar a mensagem de que temos
muitas afinidades com a comunidade, seja nas atividades internas ou mesmo em
projetos pessoais de nossos profissionais. Não vemos necessariamente o FISL
como oportunidade de negócio, mas de como possibilidade relacionamento para
compartilhar conhecimento”, ressalta.
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