Em três anos, Oracle quer ser líder na área de aplicativos no Brasil
Por Camila Fusco, repórter do Computerworld
Publicada em 27 de março de 2007 às 19h36
São Paulo - Durante o primeiro dia do Oracle Open World, Silvio Genesini disse que a divisão de aplicativos tem crescido em média a 35% ao ano.
“Nosso objetivo de crescer e ser a número um em aplicativos no Brasil continua firme e forte.” É com essa declaração que Silvio Genesini, gerente-geral da Oracle no País, classifica as diretrizes que moverão a companhia nos próximos anos em busca da liderança do segmento no mercado brasileiro.
Durante o primeiro dia do Oracle Open World, realizado em São Paulo, Genesini disse que a meta é atingir essa primeira colocação em dois ou no máximo três anos e que a divisão tem crescido em média a 35% ao ano.
O segmento de pequenas e médias empresas é o filão principal que a companhia está mirando neste momento. Na região, 65% dos clientes estão incluídos nessa categoria e mereceram inclusive a criação de um departamento específico para lidar com tais assuntos, a ser comandado pelo executivo Tony Kender.
A estratégia também prevê a incorporação do Oracle Accelerate, programa que inclui um pacote de soluções pré-configuradas que prometem reduzir em até 30% o tempo de implementação.
A solução tem pacotes de soluções das linhas Oracle e-Business Suíte e JD Edwards, além dos serviços de implementação. Trinta parceiros da região já estão capacitados para oferecer a nova proposta, que terá também diferenciais na forma e no tempo de financiamento. Segundo Silvio Genesini, o formato, porém, não está consolidado. “Devemos experimentar por uns dois trimestres para ver o que dá para fazer com o modelo”, disse.
Mas o que a Oracle está tentando fazer é mais do que simplesmente brigar por uma fatia maior do mercado SMB. Segundo Genesini, a idéia é ser acessível a companhias de menor porte do que o padrão tradicionalmente conhecido, hoje atendido principalmente pela Totvs.
Além disso, a Oracle acredita que as aquisições estão também dando maior penetração na base de clientes da SAP, à medida que cada vez fica mais raro um cliente ter soluções exclusivas da companhia alemã. “Além disso, estamos ganhando mais concorrências e, mesmo quando não ganhamos, temos feito com que eles sofram um pouco mais para ganhar, inclusive reduzindo preços”, complementou Genesini.
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