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19 de setembro de 2009
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Processadores

Indústria de chips prepara transição para tecnologia de 45 nanômetros

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

Publicada em 27 de março de 2007 às 07h00
Atualizada em 27 de março de 2007 às 11h39
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“Manter as inovações dentro de um processo similar de produção é fundamental para aproveitar as plantas existentes. Os custos com as pesquisas têm que ser absorvidos pelo negócio”, aponta Saraiva. Apesar das revoluções nos métodos de fabricação, a empresa mantém unidades produzindo chips - não só processadores, mas chipsets e memórias - em processos mais antigos.

Nesta segunda-feira (26/03), o CEO Paul Otellini anunciou investimento de 2,5 bilhões de dólares para criar uma fábrica que produzirá em 90 nanômetros na China - geração anterior à mais avançada atualmente, que é a de 65 nanômetros. Além da nova planta, que fica pronta apenas em 2010 - quando a empresa já estará produzindo em 32 nanômetros, seguindo o roadmap -, a Intel mantém a fábricação em 90, 130, 180, 250 e 350 nanômetros, em locais como Novo México, Califórnia, Colorado, Massachusetts e Israel, e mesmo nas plantas mais avançadas, de 65 nanômetros, no Oregon, Arizona e Irlanda.

A decisão tem a ver com o fato de que nem todos os componentes precisam ser produzidos com a técnica mais avançada, pesando, por vezes, eficiência de custo das gerações anteriores para o tipo de aplicação em questão.

Principal rival da Intel na arena de chips, a AMD ainda não divulgou a data para entrar no processo de 45 nanômetros, em grande parte porque aposta na eficiência de consumo como trunfo em relação ao aumento de performance. “O desafio está em fazer mais com um mesmo número de transistores e com um menor gasto de energia”, define Roberto Brandão, gerente técnico da AMD na América Latina.

Segundo o executivo, a companhia avança nas pesquisas com 45 nanômetros - assim como com as gerações sucessoras, de 32 e 22 nanômetros -, mas deve aguardar atingir um grau de excelência no aproveitamento dos wafers equivalente ao patamar atual para iniciar a produção em massa.

“Hoje o aproveitamento de um wafer pela AMD é superior a 90%. Optamos por amadurecer muito bem a próxima geração de chips para manter essa média”, justifica. O executivo lembra ainda que outros avanços na computação, como os computadores com múltiplos núcleos, desafiam a Lei de Moore e relativizam o ganho de performance apenas pela evolução no número de transistores comportados por um único chip.

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